Irga abre inscrições para adesão à certificação do Selo Ambiental



O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) publicou nesta quarta-feira (7) o edital que

regulamenta a nova edição do Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul, certificação

considerada uma das mais importantes referências técnicas do país para o reconhecimento das

boas práticas ambientais na produção de arroz. As inscrições estarão abertas de 7 de outubro a

5 de novembro de 2026, marcando mais uma etapa de uma iniciativa inovadora que alia

sustentabilidade, rastreabilidade e valorização da produção gaúcha.

Voltado aos produtores interessados em evidenciar seu compromisso com a conservação dos

recursos naturais e com a adoção de sistemas produtivos responsáveis, o programa estabelece

critérios técnicos, cronograma de avaliação e procedimentos para obtenção da certificação.

A certificação contempla duas modalidades: o Selo Ambiental do Arroz Rastreado do Rio

Grande do Sul (Selo Ouro), destinado às propriedades que atendem critérios avançados de

rastreabilidade e sustentabilidade, e o Selo Ambiental do Arroz do Rio Grande do Sul (Selo

Prata), voltado ao reconhecimento das boas práticas ambientais adotadas nas lavouras.

O processo de certificação ocorre em três etapas sucessivas, compostas por análises

documentais e vistorias técnicas em campo. A Fase A (Inscrição) será realizada entre 7 de

outubro e 5 de novembro de 2026; a Fase B (Boas Práticas), de 6 de novembro de 2026 a 31

de janeiro de 2027; e a Fase C (Verificação Final), de 1o de fevereiro a 31 de março de 2027. O

edital completo está disponível no portal do Irga, onde também poderão ser realizadas as

inscrições: Editais - IRGA

Certificação pioneira e inovadora

Desenvolvido pelo Irga, o Selo Ambiental representa uma iniciativa pioneira no Brasil ao criar

um sistema estruturado para avaliar, registrar e reconhecer práticas sustentáveis desenvolvidas

nas propriedades arrozeiras. Mais do que uma certificação, o programa consolida um modelo

de governança ambiental capaz de demonstrar, por meio de critérios técnicos verificáveis, o

comprometimento do setor com a preservação dos recursos naturais e a evolução contínua dos

processos produtivos.

A iniciativa se tornou uma importante ferramenta para evidenciar o papel da orizicultura gaúcha

na conservação ambiental, fortalecendo a imagem do arroz produzido no Rio Grande do Sul

perante consumidores, mercados e instituições. Ao reconhecer propriedades que conciliam

produtividade, responsabilidade ambiental e gestão eficiente dos recursos naturais, o selo

agrega valor à produção e amplia a competitividade do setor.

Além da certificação, os produtores que atenderem aos requisitos estabelecidos poderão

avançar no acesso ao Sistema de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo que

reconhece financeiramente ações capazes de gerar benefícios coletivos para a sociedade.

Propriedades sustentáveis de arroz são reconhecidas e receberão pagamento por serviços

ambientais

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) por meio do

Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e

Infraestrutura (Sema) e Ministério Público assinaram acordo em setembro, previsto em edital

para o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) voltado à cultura do arroz. O investimento é

de R$ 6 milhões.

A iniciativa é histórica, pois é a primeira no Estado e uma das pioneiras no país e no mundo

voltada à produção de grãos. A ação beneficia produtores com o Selo Ambiental do Irga –


categorias Ouro e Prata – que adotam práticas sustentáveis no cultivo e manejo do arroz

irrigado.

O valor a ser recebido pelo produtor no âmbito do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

será composto pela soma de duas parcelas:

• Parcela-base, definida conforme a categoria do Selo Ambiental do IRGA:

o Selo Ouro: R$ 8.924,72;

o Selo Prata: R$ 6.693,54.

• Parcela variável, correspondente à redução de emissões de gases de efeito estufa, calculada

com base nas toneladas de CO2 equivalente evitadas (tCO2e), no valor de R$ 70,00 por

tCO2e.





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