PRODUTOR RURAL PAGA A CONTA: juros altos, seguro insuficiente e custos crescentes ameaçam a rentabilidade do campo brasileiro

 

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Investigação especial do Correio Gaúcho reúne os principais gargalos enfrentados por agricultores brasileiros: crédito caro, endividamento, dependência de fertilizantes importados, perdas climáticas, infraestrutura deficiente e preços que nem sempre cobrem os custos da produção.

Reportagem especial | Agronegócio e economia
Data: 19 de outubro de 2026

O Brasil está entre os grandes produtores agrícolas do mundo, mas produzir alimentos e grãos em escala não significa, necessariamente, garantir rentabilidade a quem trabalha no campo. Por trás das safras recordes e dos números expressivos das exportações, agricultores enfrentam uma combinação de custos elevados, riscos climáticos, dificuldades de financiamento e incertezas sobre o preço que receberão pela produção.

A investigação documental do Correio Gaúcho identificou problemas estruturais que afetam diferentes perfis de produtores, desde agricultores familiares até grandes propriedades empresariais. As dificuldades variam conforme a região, a cultura, o tamanho da operação e o acesso ao mercado, mas vários obstáculos se repetem: financiar a lavoura custa caro, a proteção contra perdas é limitada e o produtor precisa tomar decisões meses antes de saber quanto receberá pela colheita.

O resultado pode ser uma situação contraditória: a produção cresce, mas a margem de lucro diminui. Em determinadas circunstâncias, uma safra abundante também pode pressionar os preços, enquanto as despesas com sementes, fertilizantes, defensivos, combustível, máquinas, arrendamento e financiamento permanecem elevadas.

A questão central é esta: quem produz assume grande parte dos riscos da atividade, mas nem sempre dispõe de instrumentos suficientes para proteger sua renda quando alguma coisa dá errado.

1. Crédito caro: produzir exige dinheiro antes de gerar receita

O primeiro grande obstáculo está no financiamento. O agricultor precisa comprar insumos, preparar o solo, semear, controlar pragas e manter máquinas antes de receber qualquer valor pela colheita.

Isso cria uma dependência importante de crédito rural, recursos próprios, cooperativas, revendas, tradings e outras modalidades de financiamento.

Em estudo divulgado em julho de 2026, a Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) analisou o Plano Safra empresarial 2026/2027, anunciado em R$ 525,1 bilhões. Embora o volume nominal tenha aumentado em relação à safra anterior, o estudo estimou uma contração real de 0,8%, considerando a inflação utilizada na análise.

O levantamento também destacou o peso dos juros nas linhas de financiamento e apontou redução de recursos para programas de investimento. Segundo a FGV, o Moderfrota, voltado à aquisição de máquinas agrícolas, teve corte de 61% no volume de recursos disponibilizados, enquanto o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) registrou redução de 24%.

Esses números se referem às linhas e aos critérios analisados pela instituição, não a todo o crédito disponível no mercado. Ainda assim, ajudam a explicar por que o aumento nominal do Plano Safra não significa, automaticamente, melhores condições para todos os agricultores.

O efeito sobre o produtor: parcelas maiores, menor capacidade de investir, adiamento da renovação de máquinas e maior dificuldade para atravessar períodos de baixa receita.

Fonte: FGV — Estudo aponta que juros elevados limitam o impacto do Plano Safra 2026/2027.

2. Endividamento: quando uma safra ruim compromete as próximas

O risco financeiro não termina quando o produtor consegue contratar um financiamento. Se a produtividade fica abaixo do esperado, os preços caem ou as despesas aumentam, a receita pode não ser suficiente para quitar os compromissos assumidos.

A FGV Agro informou que os pedidos de recuperação judicial no agronegócio chegaram a 1.990 em 2025, crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior. O indicador inclui produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas da cadeia produtiva.

No segundo trimestre de 2026, foram registrados 448 pedidos, segundo dados da Serasa Experian publicados em 19 de outubro. O total foi 20,7% inferior ao mesmo trimestre de 2025, mas o recuo ainda não permite concluir que o problema do endividamento tenha sido resolvido.

A recuperação judicial é um mecanismo legal de reorganização de dívidas. Portanto, o número de pedidos não representa, por si só, a quantidade de propriedades que fecharam, nem significa que todos os solicitantes estejam insolventes de maneira definitiva.

O dado, porém, mostra que parte da cadeia agropecuária enfrenta dificuldades para cumprir seus compromissos financeiros.

O problema pode se agravar quando o agricultor precisa contratar novo crédito para pagar dívidas anteriores, especialmente se as taxas forem elevadas e as garantias exigidas comprometerem patrimônio essencial à atividade.

O risco é entrar em um ciclo de endividamento: a renda da safra não cobre as despesas, o produtor renegocia compromissos, reduz investimentos e começa a próxima temporada com menos recursos.

Fontes: FGV Agro — Política agrícola, crédito e gestão de riscos | Folha de S.Paulo — Pedidos de recuperação judicial no agro em 2026.

3. Seguro rural insuficiente deixa o agricultor exposto ao clima

Secas, enchentes, geadas, granizo, excesso de chuva e ondas de calor podem comprometer uma safra inteira. O problema é que o seguro rural ainda não alcança uma parcela suficientemente ampla da área agrícola brasileira.

De acordo com a FGV Agro, a área segurada caiu de 14 milhões de hectares em 2021 para 3,1 milhões em 2025. Isso representa uma redução de aproximadamente 78% no período.

A queda ocorre justamente em um contexto de maior preocupação com eventos climáticos extremos e com a capacidade de os produtores manterem o pagamento de financiamentos após perdas de produção.

Sem seguro adequado, o agricultor pode ter de arcar simultaneamente com a perda de receita, despesas já realizadas e dívidas contraídas para financiar o plantio.

É importante esclarecer que nem toda perda agrícola é segurável nas mesmas condições. Coberturas, franquias, riscos excluídos, produtividade garantida e exigências contratuais variam entre apólices e culturas. O acesso ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural também depende dos recursos e das regras aplicáveis.

A redução da área coberta, entretanto, representa um sinal de alerta para a política agrícola.

Quando a lavoura quebra e não há proteção suficiente, o prejuízo não desaparece: ele pode comprometer o patrimônio do produtor, a renda da família e o financiamento da próxima safra.

Fonte: FGV Agro — Política agrícola precisa avançar na gestão de riscos.

4. Fertilizantes importados: uma vulnerabilidade que começa fora da porteira

A produtividade de várias culturas brasileiras depende do fornecimento regular de fertilizantes. O país importa parcela elevada desses insumos, o que o deixa exposto a oscilações internacionais de preços, custos de transporte, variações cambiais e tensões geopolíticas.

Quando fertilizantes ficam mais caros, o produtor enfrenta uma escolha difícil: comprar a quantidade recomendada, tentar negociar condições melhores ou reduzir despesas e correr o risco de afetar a produtividade.

A redução de doses não é uma solução universal. A decisão precisa considerar análise de solo, recomendação agronômica, cultura e condições específicas da propriedade. Economizar no insumo errado pode custar mais do que o valor poupado.

A dependência externa também limita a capacidade de controlar os custos. Mesmo quando a produção nacional de grãos é elevada, parte importante da estrutura de despesas está ligada a mercados globais.

A mesma preocupação se aplica a defensivos, combustíveis, peças e componentes de máquinas, embora a exposição varie entre produtos e fornecedores.

A discussão sobre ampliar a produção doméstica de fertilizantes precisa considerar viabilidade econômica, disponibilidade de matérias-primas, tecnologia, licenciamento ambiental, infraestrutura e prazo para novos projetos. A produção nacional não elimina automaticamente a influência dos preços internacionais.

Fonte de contexto: UOL — Os desafios de crédito, seguro e fertilizantes no agronegócio.

5. O produtor compra caro e pode vender barato

Uma das maiores dificuldades da agricultura é a diferença entre o momento em que os custos são assumidos e aquele em que a produção é comercializada.

Sementes, fertilizantes, defensivos, combustível e financiamento são contratados antes ou durante o ciclo produtivo. Já a receita depende do volume colhido, da qualidade do produto, dos preços de mercado e das condições de comercialização.

Se muitos produtores colhem ao mesmo tempo, a oferta concentrada pode pressionar as cotações. O resultado depende também da demanda interna, das exportações, dos estoques, do câmbio e dos preços internacionais.

Uma safra recorde, portanto, não garante lucro recorde.

O produtor que precisa vender rapidamente para pagar contas ou liberar espaço pode ter menos poder de negociação do que aquele que dispõe de armazenagem, capital de giro e contratos comerciais.

Também existe o risco de vender antecipadamente e depois enfrentar uma quebra de produtividade, caso o volume comprometido não seja colhido. Contratos e operações de proteção de preços podem reduzir determinados riscos, mas exigem planejamento, compreensão das condições comerciais e avaliação dos custos envolvidos.

O problema estrutural é a assimetria entre o risco de produzir e a capacidade de influenciar o preço final. O agricultor controla parte das decisões agronômicas, mas não controla sozinho o mercado.

6. Logística e armazenagem: despesas que reduzem a margem

O custo de transportar a produção pode consumir uma parte relevante da receita, especialmente em regiões distantes dos portos, das indústrias processadoras e dos grandes centros consumidores.

A dependência do transporte rodoviário em muitos corredores agrícolas, as condições de determinadas estradas, os custos de combustível, a disponibilidade de caminhões e os gargalos em terminais podem elevar as despesas e dificultar a entrega no momento mais vantajoso.

A armazenagem é outro ponto crítico. Sem capacidade própria ou acesso economicamente viável a silos, o produtor pode ficar mais exposto à necessidade de comercializar a produção logo após a colheita.

Construir armazéns exige investimento elevado, licenciamento, energia, manutenção e gestão. Para pequenas propriedades, o custo pode tornar o projeto inviável sem cooperativas, associações ou linhas de financiamento adequadas.

A redução de recursos para programas de ampliação de armazéns, apontada pela FGV Agro na análise do Plano Safra 2026/2027, torna o tema especialmente relevante.

A infraestrutura deficiente não afeta apenas o transporte: pode limitar a escolha do momento da venda, a diversificação de culturas e o acesso a mercados mais rentáveis.

7. Máquinas caras e manutenção permanente

Tratores, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores são essenciais para diversas operações agrícolas, mas representam investimentos de alto valor.

Além da compra, o produtor precisa arcar com manutenção, peças, pneus, combustível, seguros e eventuais reparos durante períodos críticos do calendário agrícola.

Uma máquina parada durante o plantio ou a colheita pode provocar atrasos e perdas. Em propriedades que dependem de equipamentos terceirizados, a disponibilidade de serviços e os preços cobrados também influenciam os custos.

O crédito caro dificulta a renovação de equipamentos, enquanto a utilização de máquinas antigas pode elevar a frequência de manutenção e reduzir a eficiência operacional.

A mecanização é indispensável em muitos sistemas produtivos, mas seu retorno depende do tamanho da área, da intensidade de uso, da cultura, da produtividade e da capacidade de pagamento.

Comprar equipamento acima da capacidade financeira pode comprometer o fluxo de caixa. Adiar a compra necessária, por outro lado, pode limitar a eficiência da propriedade. É uma decisão que exige planejamento econômico, e não apenas avaliação da necessidade técnica.

8. Pequenos produtores enfrentam barreiras adicionais

A agricultura familiar e os pequenos estabelecimentos rurais têm papel importante no abastecimento, na geração de renda e na economia de muitos municípios. Entretanto, nem todos dispõem das mesmas condições de acesso a crédito, tecnologia, assistência técnica, armazenagem e canais de comercialização.

Uma propriedade de menor escala pode ter dificuldade para negociar preços de insumos, contratar transporte, comprar máquinas ou absorver perdas climáticas.

A falta de documentação adequada, garantias, regularização fundiária ou histórico financeiro também pode dificultar o acesso a determinados financiamentos, conforme a situação de cada produtor.

Cooperativas, associações, compras coletivas, assistência técnica e políticas específicas podem reduzir parte dessas barreiras, mas a disponibilidade e a qualidade desses serviços variam regionalmente.

É importante não tratar pequenos produtores como um grupo homogêneo: há agricultores familiares altamente tecnificados e rentáveis, assim como propriedades de maior porte com problemas de gestão e endividamento.

O desafio está em garantir que a escala da produção não se transforme em uma barreira permanente ao financiamento, à inovação e à comercialização.

9. Burocracia, regras e insegurança no planejamento

A atividade rural está sujeita a diferentes exigências administrativas, ambientais, fiscais, trabalhistas, sanitárias e de acesso ao crédito. Essas regras cumprem funções legítimas, como garantir segurança, proteção ambiental, rastreabilidade e cumprimento de contratos.

O problema surge quando procedimentos são excessivamente complexos, informações são inconsistentes, exigências mudam sem previsibilidade ou o produtor precisa enfrentar custos desproporcionais para cumprir obrigações.

A obtenção de licenças, a regularização de imóveis, o atendimento a exigências de financiamento e a documentação para comercialização podem demandar tempo e recursos. A situação varia conforme o estado, o município, a atividade e as características da propriedade.

Uma investigação mais aprofundada precisa separar exigências legais necessárias de entraves administrativos evitáveis. Simplificar procedimentos não significa eliminar fiscalização, assim como preservar a fiscalização não exige manter processos desnecessariamente lentos.

Para o produtor, previsibilidade importa tanto quanto o valor do financiamento: decisões sobre máquinas, culturas e infraestrutura são tomadas para vários anos e dependem de regras estáveis.

10. Mudanças climáticas alteram o calendário da produção

O clima sempre fez parte do risco agrícola, mas mudanças nos padrões de chuva e temperatura podem modificar as janelas de plantio, aumentar a exposição a eventos extremos e tornar mais difícil planejar determinadas culturas.

Um estudo do Banco Central, repercutido pelo UOL em 2026, identificou aumento de temperatura em 4.300 dos 5.572 municípios brasileiros quando comparados os períodos de 2000–2004 e 2019–2023. O levantamento também identificou redução de chuvas em 4.326 municípios.

O estudo não significa que todas essas cidades tenham sofrido perdas agrícolas na mesma proporção. Ele aponta mudanças climáticas observadas em séries históricas, que precisam ser avaliadas em conjunto com os sistemas produtivos e as condições locais.

A atualização das informações utilizadas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático também alterou janelas de plantio em milhares de municípios, conforme a reportagem do UOL.

Essas mudanças podem exigir ajustes no calendário agrícola, variedades adaptadas, sistemas de irrigação quando viáveis, conservação do solo e estratégias de diversificação.

Entretanto, adaptação exige dinheiro, conhecimento técnico e tempo. Produtores com acesso limitado a crédito e seguro podem ter mais dificuldade para realizar as mudanças necessárias.

Fonte: UOL — Clima extremo ameaça crédito e seguro no agronegócio.

11. Renda instável e concentração dos riscos

O agricultor enfrenta uma combinação de fatores que raramente aparecem isolados. Uma quebra de safra pode ocorrer justamente quando os preços estão baixos; um aumento dos custos pode coincidir com crédito mais restrito; e uma perda climática pode reduzir a capacidade de contratar seguro no ciclo seguinte.

Além disso, a dependência de uma única cultura ou de poucos compradores pode aumentar a exposição a oscilações de mercado.

Diversificar atividades, escalonar plantios, utilizar instrumentos de comercialização e manter reservas financeiras são estratégias possíveis, mas não funcionam da mesma maneira em todas as propriedades. Diversificar exige conhecimento, mercado, mão de obra e capital, e nem sempre é economicamente viável.

A gestão financeira também é decisiva. Conhecer o custo por hectare, o ponto de equilíbrio, o nível de endividamento e o retorno de cada investimento ajuda a identificar riscos antes que se tornem crises.

Isso não transfere toda a responsabilidade ao agricultor. Os riscos também dependem de condições estruturais, como custo do crédito, disponibilidade de seguro, infraestrutura, concorrência entre compradores e qualidade dos serviços públicos.

A política agrícola precisa combinar capacidade de gestão nas propriedades com instrumentos coletivos de prevenção e proteção.

12. Quem deveria responder pelos gargalos do campo?

Os problemas identificados não podem ser atribuídos a uma única instituição ou a um único governo. Eles envolvem decisões públicas, condições de mercado, sistema financeiro, infraestrutura, clima e organização da própria cadeia produtiva.

Uma agenda de investigação e cobrança pública deveria examinar:

  • Governo federal: execução dos recursos do Plano Safra, previsibilidade do crédito, financiamento do seguro rural e investimentos em infraestrutura.

  • Estados e municípios: conservação de estradas, assistência técnica, regularização de procedimentos e resposta a eventos climáticos.

  • Bancos e instituições financeiras: critérios de concessão de crédito, custo efetivo dos financiamentos e transparência nas renegociações.

  • Seguradoras: condições das apólices, exclusões, critérios de indenização e tempo de análise dos sinistros.

  • Cooperativas, tradings e compradores: condições contratuais, critérios de classificação dos produtos e transparência na formação dos preços.

  • Entidades representativas: acompanhamento dos custos de produção, divulgação de dados regionais e defesa de políticas que alcancem produtores de diferentes escalas.

Esses pontos constituem uma agenda de apuração. Não representam acusações de irregularidade contra todos os agentes citados. Para atribuir responsabilidade em casos concretos, seriam necessários contratos, documentos, dados de execução, decisões administrativas e depoimentos verificáveis.

Conclusão: produzir mais não basta se a renda não acompanha

A agricultura brasileira possui escala, conhecimento técnico e capacidade de abastecer mercados internos e externos. Mas os indicadores analisados mostram que a força produtiva do país convive com fragilidades financeiras e estruturais.

Juros elevados, cobertura insuficiente de seguro, endividamento, dependência de insumos, custos logísticos, infraestrutura de armazenagem limitada e riscos climáticos podem reduzir a rentabilidade e comprometer a continuidade das propriedades.

Os dados também mostram que o cenário não é uniforme: houve queda nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, e diferentes culturas e regiões enfrentam condições distintas. Por isso, não seria correto afirmar que todos os produtores estão em crise ou que todas as safras são deficitárias.

A questão que permanece é se os instrumentos de crédito, seguro, infraestrutura e assistência técnica estão evoluindo na mesma velocidade das necessidades do campo.

A safra pode ser recorde para o país e, ainda assim, financeiramente difícil para parte de quem plantou. O desempenho da agricultura precisa ser avaliado não apenas pelo volume colhido ou exportado, mas também pela capacidade de o produtor cobrir os custos, remunerar o trabalho, pagar as dívidas e continuar produzindo na próxima temporada.

Fontes consultadas

Editor: Cassiano Cortez — Correio Gaúcho



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