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Diretor-geral Andrei Rodrigues e outros integrantes da PF estiveram no gabinete do ministro nesta terça-feira; encontro ocorreu enquanto avançam as tensões relacionadas ao caso Banco Master
Redação Correio Gaúcho
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu nesta terça-feira (6) integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) em seu gabinete, em Brasília. O encontro ocorreu em meio ao ambiente de tensão dentro da Corte provocado por investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Participaram da reunião o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o diretor da Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), Dennis Cali, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Até o momento, STF e Polícia Federal não divulgaram oficialmente o conteúdo da conversa. Por isso, não é possível afirmar que o encontro tenha resultado em alguma determinação ou decisão relacionada às investigações.
Reunião acontece durante crise envolvendo o STF
O encontro ocorre em um momento de forte tensão institucional envolvendo ministros do Supremo e a condução das investigações sobre o Banco Master.
O caso ganhou novas dimensões depois que informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro revelaram mensagens e referências a integrantes do STF.
Entre os ministros citados está Alexandre de Moraes. O material também provocou questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça, relator de procedimentos relacionados ao caso.
A existência das mensagens, por si só, não comprova irregularidades cometidas por ministros. Eventuais responsabilidades precisam ser apuradas pelos órgãos competentes.
PF também enfrenta indefinições nas investigações
A crise repercutiu diretamente sobre a Polícia Federal.
Segundo informações publicadas anteriormente pela CNN Brasil, a corporação enfrentava indefinições sobre o encaminhamento de pedidos judiciais relacionados ao caso Master, diante das disputas entre gabinetes do STF.
O cenário se agravou em setembro, quando André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. A decisão, posteriormente revertida, estava relacionada à utilização de um relatório da Polícia Federal em procedimento envolvendo Alexandre de Moraes.
O episódio evidenciou o nível de tensão entre diferentes setores envolvidos na investigação.
Fachin defendeu apuração sem exceções
O presidente do STF, Edson Fachin, também passou a atuar diretamente na condução institucional do caso.
Em setembro, Fachin determinou a abertura de procedimento para apurar possíveis irregularidades em investigações da PF envolvendo autoridades com foro no Supremo. O ministro estabeleceu prazo para manifestações de Alexandre de Moraes, André Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal.
Mais recentemente, Fachin afirmou que adotaria os encaminhamentos cabíveis após receber informações completas da Polícia Federal, sem estabelecer tratamento diferente conforme a autoridade envolvida.
Investigação sobre Moraes ainda está em discussão
O STF também ainda não concluiu a análise sobre um pedido relacionado à abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.
Em 15 de setembro, o plenário começou a discutir uma questão de ordem para avaliar a possibilidade de reunir esse procedimento a outro relacionado a André Mendonça. O julgamento foi interrompido depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Com isso, o mérito dos procedimentos não foi analisado naquela sessão.
Caso Master amplia pressão sobre o Supremo
A reunião entre Moraes e a cúpula da PF ocorre, portanto, em um momento em que o caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira e passou a produzir consequências institucionais.
As mensagens encontradas no telefone de Vorcaro passaram a ser analisadas também sob a perspectiva de possíveis relações com autoridades públicas. Ao mesmo tempo, ministros citados nas investigações estão sujeitos às regras próprias de apuração e às garantias previstas no ordenamento jurídico.
Até que as investigações avancem, não é possível transformar menções, mensagens ou contatos em prova definitiva de irregularidade.
O encontro desta terça-feira acrescenta mais um capítulo à crise, mas o conteúdo efetivamente discutido entre Alexandre de Moraes e os dirigentes da Polícia Federal ainda não foi divulgado oficialmente.
Fonte: O Globo, STF, Polícia Federal e informações complementares de veículos de imprensa.
Redação Correio Gaúcho

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