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| Queijaria Cooperativa di Predazzo e Moena |
Missão técnica organizada pelo Sebrae/RS com pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar, universidades e produtores da Serra gaúcha chega ao Vale Trentino e visita a primeira cooperativa de lácteos da Itália, Caseificio degli Altiplani e del Vezzena, que nasceu da fusão do laticíno Lavarone, fundado em 1864, e do laticínio Folgaria e Costa, na cidade de Lavarone, região do Trentino-Alto Àdige. A missão tem por objetivo conhecer diversas cooperativas com denominação de origem que possam inspirar o “Projeto de Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha”. Além da cooperativa, o grupo visitou também o Consórcio Asiago e a Caseificio Pennar.
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| Laticínios Brazzale |
O pesquisador da Seapi e coordenador do projeto, Danilo Gomes, acredita que a viagem está sendo transformadora e muito proveitosa, porque está cumprindo o que o grupo se propôs a fazer, que era entender as dinâmicas das denominações de origem italianas, não só para o queijo mas também para outros produtos, mostrando como se organizam em termos de consórcio/cooperativa e fazer um link com as questões da serra gaúcha, que também tem um cooperativismo muito forte. “A questão de trabalhar território, o desenvolvimento do turismo, dos produtos, as questões sanitárias, isso vai trazer um ganho enorme para o nosso projeto e ajudar nas tomadas de decisões mais assertivas, vendo no que eles acertaram e no que também consideraram que deveriam ter feito de forma diferente”, afirma.
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| Queijaria Pennar |
Marcos Seefeld, da Queijaria Tradição de Nova Petrópolis, afirma que está sendo uma rica experiência. “Estamos visitando várias queijarias, tendo palestras sobre as DOPS, que seriam as IG´s na Itália, estamos vendo de que forma eles trabalham, toda a proteção que têm em volta dos queijos tradicionais”. Segundo ele, um dos destaques foi a conversa nesta quarta-feira (29/04) com Roberto Brezzale, fundador do consórcio Grana Padano, que destacou a importância da Indicação Geográfica (IG), mas também os cuidados que se deve ter antes de iniciar o processo.
Marcelo Somacal, da Queijaria Somacal de Farroupilha, diz que a viagem está sendo muito produtiva. “Nós já visitamos vários laticínios, conversamos com muitas pessoas, e vamos adquirindo muita experiência. Ainda pra quem tem queijaria, como nós, ver inovação, coisas que podemos alavancar, é sempre um ganho”.
O produtor Daniel Cichelero, da Granja Cichelero de Carlos Barbosa, diz que a viagem está proporcionando experiências incríveis. “Estamos entendendo como são os pontos positivos e negativos da Denominação de origem dos queijos aqui em diferentes regiões da Itália e vendo as novas tendências de mercado e de produtos”.
“A missão está sendo muito produtiva. Estamos vendo aqui uma valorização de território e uma organização muito bem estruturada para que este valor seja percebido e agregue valor também em outras regiões. Aqui há uma história já consolidada em Indicação Geográfica, então temos oportunidade de conhecer diferentes situações e modelos de aplicação”, afirma Kátia Dalcin, gerente de marketing da Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa.
A missão técnica visita amanhã (01/05) a Villa Pagnoncelli, patrimônio enogastronômico da Itália, e no sábado (02/05) o Consórcio Pamigiano Reggiano DOP, onde serão apresentadas outras perspectivas sobre as denominações de origem. A missão encerra no domingo (03/05).



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