Estado defende Projeto de Lei 5.122 para renegociar dívidas de produtores afetados por eventos climáticos
O governo do Rio Grande do Sul participou nesta terça-feira (28), em Brasília, de discussões no Senado Federal sobre o Projeto de Lei 5.122, que propõe usar recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A iniciativa busca garantir fôlego financeiro ao setor agropecuário diante das perdas recentes.
Proposta mira alívio imediato ao produtor rural
No centro do debate, o projeto prevê a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal como alternativa para ampliar o suporte financeiro aos produtores atingidos por crises climáticas.
A medida é defendida pelo governo gaúcho como estratégica para facilitar o refinanciamento das dívidas rurais, oferecendo პირობ condições mais acessíveis de pagamento e recuperação da atividade produtiva.
Estado articula apoio em meio a perdas no campo
A agenda contou com a participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, representada pelo secretário Márcio Madalena.
Segundo a pasta, o objetivo é criar um mecanismo sólido de proteção financeira, capaz de atender produtores impactados por estiagens, enchentes e outros eventos extremos que têm atingido o estado com frequência crescente.
Negociação paralela com a União amplia expectativa
Além do projeto em tramitação, o tema também avança em paralelo com uma proposta apresentada pela União, que busca reestruturar as dívidas do setor agropecuário em nível nacional.
A convergência das duas frentes reforça a expectativa de uma solução mais abrangente e eficaz para o endividamento rural.
Cenário exige resposta rápida
A mobilização ocorre em um momento crítico, com diversas regiões enfrentando perdas acumuladas e dificuldades para manter a produção.
A expectativa do governo gaúcho é de que o debate avance no Senado, permitindo a construção de uma saída concreta para garantir a continuidade da produção agropecuária e a sustentabilidade financeira dos produtores.
CASSIANO CORTEZ
CORREIO GAÚCHO
INFORMAÇÕES :AGROLINK

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