Missão Técnica organizada pelo Sebrae, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores de queijo colonial da Serra Gaúcha, embarca neste sábado (25/04) para a Itália para conhecer como funciona a certificação de origem de diferentes tipos de queijos. O grupo vai visitar as regiões de Vêneto, Trentino-Alto Ádige e Lombardia.
“A Itália não foi escolhida por acaso. Eles são mestres na arte de proteger e valorizar produtos através das Indicações Geográficas (IGs), então vamos entender de perto o funcionamento dos consórcios italianos. Essas associações de produtores são a espinha dorsal da IG”, afirma Aline Balbinoto, especialista em Leite e Derivados do Sebrae/RS. Segundo ela, são estas associações que definem as regras, fiscalizam a qualidade, promovem o produto e o defendem no mercado. “Aprender a estruturar uma governança forte e unida aqui é, talvez, o maior ganho que podemos ter”, destaca.
O coordenador do Projeto de Indicação Geográfica (IG) do Queijo Colonial da Serra Gaúcha pela Seapi, pesquisador Danilo Gomes, destaca que esta missão é mais uma etapa deste projeto que está sendo construído desde 2025 com diversos parceiros, como o Sebrae, Emater/RS-Ascar e os produtores. “A ideia é conhecer os consórcios de denominação de origem na Itália, na região de onde veio a grande maioria dos imigrantes italianos que chegaram aqui no Rio Grande do Sul, trocando experiências, vendo métodos de produção, para trazer soluções, novas possibilidades e caminhos de desenvolvimento para a Serra Gaúcha”, esclarece Danilo. E assim, segundo ele, “a gente conecta esta história dos imigrantes que vieram daquela região da Itália com nosso território aqui no Sul do Brasil”.
Para o produtor de queijo Daniel Cichelero, da Granja Cichelero de Carlos Barbosa, os produtores que vão participar desta missão querem entender como funciona a produção de queijos lá, já que a Itália tem as denominações de origem para vários tipos de queijo há muitos anos. “A Itália é o berço e nós vamos entender bem como funciona e trazer e colocar em prática aqui na serra gaúcha com nosso queijo colonial”, afirma Daniel.
A missão retorna ao Brasil no dia 03 de maio.
Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 16 IG’s de diferentes produtos. O projeto da IG do Queijo Colonial da Serra Gaúcha faz parte das pesquisas desenvolvidas pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Alimentos e Bebidas (CEAB), do DDPA/Seapi, em Caxias do Sul.

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