Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE




No 4º trimestre de 2025, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 7,36 bilhões de litros, acréscimo de 8,6% em relação ao 4° trimestre de 2024, e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Trata-se da maior aquisição de leite nesses estabelecimentos de toda a série histórica, superando o recorde do trimestre anterior. No Gráfico I.11 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 4os trimestres, regularmente, apresentam pico de produção em relação aos trimestres anteriores impulsionado pelo período de safra em algumas das principais bacias leiteiras do País. O mês de maior captação dentro do período foi outubro, no qual foram contabilizados 2,48 bilhões de litros de leite.



No comparativo do 4º trimestre de 2025 com o mesmo período em 2024, o acréscimo de 580,72 milhões de litros de leite captados, em nível nacional, é proveniente de aumento de produção registrado em 19 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Rio Grande do Sul (+161,48 milhões de litros), São Paulo (+92,43 milhões de litros) e Paraná (+70,73 milhões de litros). Em compensação, as reduções mais significativas ocorreram em Mato Grosso (-4,39 milhões de litros), Tocantins (-3,17 milhões de litros) e Mato Grosso do Sul (-2,23 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 23,5% da captação nacional, seguido por Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%) (Gráfico I.12).  



O preço médio do litro de leite cru pago ao produtor, no 4º trimestre de 2025, foi de R$ 2,21, valor 19,9% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 3º trimestre de 2025, também houve queda, sendo na ordem de 14,0%. (Gráfico I.13). 



Todos os estados com mais de três informantes apresentaram variação negativa no preço em relação ao 4º trimestre de 2024, sendo a maior variação verificada em Rondônia (-31,3%) com preço a R$ 1,91. O maior valor médio pago pelos laticínios sob inspeção ao leite cru (resfriado ou não) em UFs com mais de três informantes foi de R$ 2,44, em Roraima, e a menor média foi de R$ 1,81, no Tocantins, neste 4º trimestre de 2025. Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve queda na ordem de -3,63% no acumulado de janeiro a dezembro de 2025, no sentido oposto ao Índice geral da inflação de +4,26% no mesmo período. Dos oito subitens desta lista, as variações negativas no período foram verificadas no Leite longa vida (-12,87%) e na Manteiga (-4,48%), ao passo que os maiores aumentos se deram no Leite em pó (+5,33%) e Requeijão (+4,66). 

A maior parte da captação de leite pelos laticínios brasileiros foi realizada por estabelecimentos de grande porte, que receberam mais de 150 mil litros de leite/dia (6,9% do total de estabelecimentos) e foram responsáveis por 70,8% do volume de leite cru captado no 4º trimestre de 2025 (Tabela I.13). 



No 4º trimestre de 2025, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 2 002 estabelecimentos, 646 (32,3%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 882 (44,1%) nos Serviços de Inspeção Estadual (SIE) e 474 (23,7 %) nos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 87,8%, 10,4% e 1,8% do total de leite captado.  O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (As informações da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE - Publicado em 18/03/2025 às 09:00 adaptado pelo SINDILAT/RS)

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