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| Deputado Zucco (PL-RS) Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados |
O Rio Grande do Sul entra oficialmente em um cenário de incerteza política para as eleições de 2026. A mais recente pesquisa do Real Time Big Data, registrada sob o número RS-02550/2026, revela um quadro aberto, com liderança sem folga, rejeições elevadas e forte dispersão de votos tanto na corrida ao Palácio Piratini quanto na disputa pelo Senado.
Corrida ao governo: liderança existe, mas não há controle do jogo
| Edegar Pretto Foto: Rede Sociais |
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| Juliana Brizola Foto: Wikipédia |
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| Vice governador do Rio_ Grande do Sul, Gabriel Souza Foto: Wikipédia |
Já o vice-governador Gabriel Souza aparece de forma consistente na terceira colocação, com desempenho estável, porém distante da polarização principal.
O dado central é claro: há liderança, mas não há hegemonia.
Segundo turno: vantagem real, mas longe de decisiva
Nos cenários simulados de segundo turno, Zucco vence todos os confrontos. No entanto, as margens são apertadas.
Contra Juliana Brizola, a diferença é mínima e dentro da margem de erro. Já diante de Edegar Pretto, a vantagem cresce, mas ainda acompanhada de um volume significativo de indecisos, votos brancos e nulos.
O diagnóstico é direto: o eleitor gaúcho ainda não está plenamente engajado na decisão final, e o segundo turno permanece aberto — mais do que os números iniciais sugerem.
Rejeição elevada trava crescimento dos principais nomes
Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa está nos índices de rejeição:
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Edegar Pretto: 39%
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Juliana Brizola: 38%
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Luciano Zucco: 36%
Os três principais nomes enfrentam níveis elevados e muito próximos de rejeição — fator que impõe um teto de crescimento eleitoral.
Na prática, isso indica um cenário altamente volátil, onde o eleitor ainda pode migrar de forma significativa ao longo da campanha.
Governo Eduardo Leite influencia o tabuleiro
A gestão do governador Eduardo Leite aparece como um dos pilares do cenário político atual.
Segundo o levantamento:
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59% aprovam o governo
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36% desaprovam
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37% avaliam como ótimo ou bom
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24% consideram ruim ou péssimo
Esse nível de aprovação sustenta o capital político do governador e pode ser decisivo na transferência de votos — especialmente em um cenário sem liderança consolidada.
Senado: empate técnico expõe disputa fragmentada
Se a disputa ao governo já é incerta, a corrida ao Senado apresenta um cenário ainda mais imprevisível.
Cenário 1 (sem Eduardo Leite)
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Manuela d'Ávila: 18%
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Marcel van Hattem: 18%
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Sanderson: 17%
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Paulo Pimenta: 13%
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Germano Rigotto: 12%
Há um bloco de três candidatos tecnicamente empatados na liderança, seguido por outros nomes ainda competitivos.
Cenário 2 (com Eduardo Leite)
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Eduardo Leite: 16%
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Manuela d’Ávila: 16%
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Marcel van Hattem: 16%
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Sanderson: 16%
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Paulo Pimenta: 13%
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Germano Rigotto: 11%
Aqui, o cenário se torna ainda mais emblemático: quatro candidatos aparecem rigorosamente empatados na liderança.
O fator decisivo: o segundo voto
A pesquisa revela um dado estratégico fundamental:
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O primeiro voto apresenta maior concentração
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O segundo voto é altamente disperso e indeciso
Isso indica que o segundo voto não é apenas complementar — ele será determinante.
Em termos práticos: vence quem conseguir ser, ao mesmo tempo, escolha principal de um grupo e alternativa viável para outros eleitores.
Conclusão: uma eleição sem dono
A fotografia atual do Rio Grande do Sul é de uma eleição completamente aberta.
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Há lideranças, mas nenhuma consolidada
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Há rejeições elevadas, mas distribuídas
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Há um governo bem avaliado, mas sem transferência automática de votos
O cenário aponta para uma disputa:
✔ volátil
✔ fragmentada
✔ altamente estratégica
Em 2026, no Rio Grande do Sul, a eleição não será definida apenas por quem lidera hoje —
mas por quem souber construir alianças, reduzir rejeição e crescer no momento decisivo.
Cassiano Cortez
Correio Gaúcho
17/03/2026 15h46
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