RS entra em zona de indefinição: disputa ao governo fragmentada e Senado em empate técnico acendem alerta para 2026

 

Deputado Zucco (PL-RS) Foto: Mário Agra / Câmara dos Deputados


O Rio Grande do Sul entra oficialmente em um cenário de incerteza política para as eleições de 2026. A mais recente pesquisa do Real Time Big Data, registrada sob o número RS-02550/2026, revela um quadro aberto, com liderança sem folga, rejeições elevadas e forte dispersão de votos tanto na corrida ao Palácio Piratini quanto na disputa pelo Senado.


 Corrida ao governo: liderança existe, mas não há controle do jogo

Edegar Pretto Foto: Rede Sociais
Nos três cenários testados, o deputado federal Luciano Zucco aparece na dianteira, variando entre 31% e 36% das intenções de voto. Apesar da liderança, o cenário está longe de representar domínio consolidado.

Juliana Brizola Foto: Wikipédia
A presença de Juliana Brizola e Edegar Pretto mantém o campo altamente fragmentado. Ambos orbitam entre 20% e 30%, dependendo do cenário, impedindo qualquer avanço isolado mais robusto.

Vice governador do Rio_
 Grande do Sul, Gabriel Souza Foto: Wikipédia


Já o vice-governador Gabriel Souza aparece de forma consistente na terceira colocação, com desempenho estável, porém distante da polarização principal.



 O dado central é claro: há liderança, mas não há hegemonia.


 Segundo turno: vantagem real, mas longe de decisiva

Nos cenários simulados de segundo turno, Zucco vence todos os confrontos. No entanto, as margens são apertadas.

Contra Juliana Brizola, a diferença é mínima e dentro da margem de erro. Já diante de Edegar Pretto, a vantagem cresce, mas ainda acompanhada de um volume significativo de indecisos, votos brancos e nulos.




 O diagnóstico é direto: o eleitor gaúcho ainda não está plenamente engajado na decisão final, e o segundo turno permanece aberto — mais do que os números iniciais sugerem.


 Rejeição elevada trava crescimento dos principais nomes

Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa está nos índices de rejeição:

  • Edegar Pretto: 39%

  • Juliana Brizola: 38%

  • Luciano Zucco: 36%

Os três principais nomes enfrentam níveis elevados e muito próximos de rejeição — fator que impõe um teto de crescimento eleitoral.

 Na prática, isso indica um cenário altamente volátil, onde o eleitor ainda pode migrar de forma significativa ao longo da campanha.


 Governo Eduardo Leite influencia o tabuleiro

A gestão do governador Eduardo Leite aparece como um dos pilares do cenário político atual.

Segundo o levantamento:

  • 59% aprovam o governo

  • 36% desaprovam

  • 37% avaliam como ótimo ou bom

  • 24% consideram ruim ou péssimo

Esse nível de aprovação sustenta o capital político do governador e pode ser decisivo na transferência de votos — especialmente em um cenário sem liderança consolidada.


Senado: empate técnico expõe disputa fragmentada

Se a disputa ao governo já é incerta, a corrida ao Senado apresenta um cenário ainda mais imprevisível.

 Cenário 1 (sem Eduardo Leite)

  • Manuela d'Ávila: 18%

  • Marcel van Hattem: 18%

  • Sanderson: 17%

  • Paulo Pimenta: 13%

  • Germano Rigotto: 12%

Há um bloco de três candidatos tecnicamente empatados na liderança, seguido por outros nomes ainda competitivos.


 Cenário 2 (com Eduardo Leite)

  • Eduardo Leite: 16%

  • Manuela d’Ávila: 16%

  • Marcel van Hattem: 16%

  • Sanderson: 16%

  • Paulo Pimenta: 13%

  • Germano Rigotto: 11%

 Aqui, o cenário se torna ainda mais emblemático: quatro candidatos aparecem rigorosamente empatados na liderança.


 O fator decisivo: o segundo voto

A pesquisa revela um dado estratégico fundamental:

  • O primeiro voto apresenta maior concentração

  • O segundo voto é altamente disperso e indeciso

Isso indica que o segundo voto não é apenas complementar — ele será determinante.

 Em termos práticos: vence quem conseguir ser, ao mesmo tempo, escolha principal de um grupo e alternativa viável para outros eleitores.


 Conclusão: uma eleição sem dono

A fotografia atual do Rio Grande do Sul é de uma eleição completamente aberta.

  • Há lideranças, mas nenhuma consolidada

  • Há rejeições elevadas, mas distribuídas

  • Há um governo bem avaliado, mas sem transferência automática de votos

O cenário aponta para uma disputa:

✔ volátil
✔ fragmentada
✔ altamente estratégica


Em 2026, no Rio Grande do Sul, a eleição não será definida apenas por quem lidera hoje —
mas por quem souber construir alianças, reduzir rejeição e crescer no momento decisivo.

Cassiano Cortez

Correio Gaúcho

17/03/2026 15h46

Fonte

Postar um comentário

0 Comentários