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| (Foto: REUTERS/Jakub Porzycki) |
Aos 20 anos, piloto da Mercedes conquista o Mundial de 2026, supera recorde de Sebastian Vettel e protagoniza uma conquista histórica em meio à crise do futebol italiano.
Publicação: 1º de novembro de 2026
Redação Correio Gaúcho
A Itália voltou a ter um campeão mundial de Fórmula 1 depois de 73 anos. O responsável pelo feito é Andrea Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, que conquistou neste domingo (1º) o título da temporada 2026, durante o Grande Prêmio do México.
Aos 20 anos, dois meses e sete dias, Antonelli entrou para a história como o campeão mais jovem da Fórmula 1. O italiano garantiu matematicamente o campeonato ao terminar a corrida na terceira colocação, resultado suficiente para assegurar a vantagem sobre seus adversários com quatro etapas ainda previstas no calendário.
A vitória na prova ficou com Max Verstappen, enquanto Lewis Hamilton terminou em segundo lugar. O brasileiro Gabriel Bortoleto cruzou a linha de chegada na 11ª posição.
O fim de uma espera de mais de sete décadas
O último italiano a conquistar o Mundial de Pilotos havia sido Alberto Ascari, bicampeão pela Ferrari em 1952 e 1953. Antes dele, Giuseppe Farina venceu a primeira edição do campeonato, em 1950.
Desde então, nenhum outro piloto italiano havia conseguido levantar o troféu da principal categoria do automobilismo mundial.
Nascido em Bolonha, em 25 de agosto de 2006, Antonelli chegou à Fórmula 1 em 2025, assumindo a vaga de Lewis Hamilton na Mercedes, após a transferência do britânico para a Ferrari.
Em apenas sua segunda temporada, conseguiu alcançar o topo da categoria.
Antonelli supera recorde de Sebastian Vettel
O título também representa uma marca histórica para a Fórmula 1. Antonelli superou o alemão Sebastian Vettel, que havia conquistado seu primeiro campeonato em 2010, aos 23 anos, quatro meses e 11 dias.
O italiano tornou-se o quinto piloto a conquistar o Mundial com menos de 25 anos, entrando para um grupo que inclui Vettel, Lewis Hamilton, Max Verstappen e Fernando Alonso.
A conquista antecipada também coloca Antonelli entre os campeões que garantiram o título com maior antecedência na história da categoria.
Futebol italiano vive situação oposta
Enquanto o automobilismo celebra uma nova geração de talentos, o futebol italiano atravessa um período de dificuldades.
A seleção tetracampeã mundial ficou de fora das Copas de 2018, 2022 e 2026. A eliminação na repescagem das Eliminatórias Europeias para a Copa de 2026, diante da Bósnia e Herzegovina, ampliou a pressão sobre dirigentes e estruturas responsáveis pelo futebol do país.
A Itália, que conquistou os Mundiais de 1934, 1938, 1982 e 2006, enfrenta questionamentos sobre a formação de novos jogadores, a infraestrutura dos clubes e sua competitividade internacional.
Tênis e outras modalidades ampliam o protagonismo italiano
O crescimento do tênis também demonstra a diversificação do esporte italiano.
O país conta com Jannik Sinner entre os principais nomes do circuito internacional. As seleções italianas de vôlei também conquistaram destaque mundial, fortalecendo a presença do país em modalidades além do futebol.
Outro indicador importante está na economia esportiva: levantamento divulgado pelo ge, com informações do jornal italiano Il Sole 24 Ore, apontou que a Federação Italiana de Tênis e Padel registrou receitas superiores a 240 milhões de euros em 2025, acima dos aproximadamente 214 milhões de euros da Federação Italiana de Futebol.
Os números indicam uma transformação na estrutura esportiva italiana, com modalidades que ampliam sua participação econômica e atraem novos praticantes.
Uma conquista que ultrapassa as pistas
O título de Kimi Antonelli representa uma renovação para o automobilismo italiano. O jovem piloto devolve o país ao topo da Fórmula 1 e estabelece uma marca que poderá permanecer por décadas.
A conquista também acontece em um momento simbólico: enquanto o futebol tenta reconstruir seu prestígio internacional, outras modalidades demonstram capacidade de formar talentos, conquistar campeonatos e ampliar sua presença econômica.
Depois de 73 anos, a bandeira italiana voltou ao topo do Mundial de Pilotos. E o responsável por escrever esse novo capítulo tem apenas 20 anos.
Redação Correio Gaúcho
Editor: Cassiano Cortez
Fontes consultadas:
ge – Kimi Antonelli se torna o campeão mais jovem da história da F1
ge – GP do México: Antonelli conquista título da F1 aos 20 anos
Estadão – Itália quebra jejum com título de Antonelli e firma domínio nos esportes em meio à crise no futebol
Rádio Itatiaia – Antonelli encerra jejum de 73 anos da Itália

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