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| Operação Divisa: Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. |
Investigação aponta prejuízo estimado em R$ 4 milhões entre 2024 e 2025. Segundo a Polícia Civil, parte dos suspeitos continuava coordenando atividades criminosas de dentro de presídios.
Data de publicação: 29 de outubro de 2026
Redação Correio Gaúcho
Editor: Cassiano Cortez
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na quarta-feira (28), a Operação Divisa, uma ação contra um grupo investigado por roubo, furto, adulteração e revenda clandestina de veículos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A operação resultou, segundo a corporação, em 20 pessoas presas, com o cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 25 ordens de busca e apreensão.
Conforme informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, a investigação aponta que o grupo teria envolvimento no roubo de 53 veículos entre 2024 e 2025, com prejuízo estimado em R$ 4 milhões às vítimas.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo e contou com apoio da Polícia Penal gaúcha e da Polícia Civil de Santa Catarina.
Fonte: Secretaria da Segurança Pública do RS.
Operação alcançou 13 municípios
As ordens judiciais foram cumpridas em dez cidades gaúchas e três catarinenses.
No Rio Grande do Sul, a operação ocorreu em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Alvorada, Canoas, Charqueadas, Sapiranga e Caxias do Sul.
Em Santa Catarina, as diligências chegaram a Içara, Tubarão e Balneário Gaivota.
Durante a ação, foram apreendidas armas e munições. A Polícia Civil também busca identificar e atingir o patrimônio que teria sido obtido com os crimes investigados.
Como funcionaria o esquema
Segundo a investigação, o grupo atuava por etapas. Veículos eram encomendados para serem furtados ou roubados por terceiros. Depois, motoristas contratados transportavam os automóveis para locais usados como esconderijos.
Nesses espaços, os suspeitos retirariam rastreadores, adulterariam placas e outros sinais de identificação e, posteriormente, encaminhariam os veículos para revenda em outros estados.
A apuração reúne elementos sobre dezenas de veículos com registros de roubo, furto ou estelionato. Os investigadores analisam dados como placas, chassis e números de ocorrências policiais para relacionar os automóveis aos envolvidos.
A investigação também procura identificar a participação de fornecedores, intermediários, motoristas, fabricantes de placas e receptadores.
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Suspeitos teriam continuado a atuar de dentro de presídios
Um dos pontos destacados pela Polícia Civil é que a maioria dos investigados já estava recolhida ao sistema prisional. Conforme a corporação, mesmo presos, eles teriam continuado a operar utilizando aparelhos celulares e contas bancárias de familiares, incluindo companheiras, mães e irmãs.
A investigação apura o possível uso dessas contas para movimentar ou ocultar valores provenientes das atividades ilícitas. A operação pretende identificar os responsáveis pelas transações e apreender bens que possam estar relacionados aos crimes.
A eventual responsabilidade de cada pessoa deverá ser estabelecida no decorrer da investigação e dos procedimentos judiciais.
Quais crimes são investigados?
A Polícia Civil aponta indícios de diferentes delitos relacionados à atuação do grupo, entre eles:
Roubo e furto de veículos;
Receptação qualificada;
Adulteração de placas, chassis, motores e outros sinais identificadores;
Estelionato e fraudes contra seguradoras;
Associação criminosa;
Extorsão;
Comércio ilegal de armas;
Tráfico de drogas.
A lista reúne crimes sob investigação e não significa que todos os suspeitos sejam acusados de todas essas condutas. A responsabilização dependerá das provas individualizadas e da análise das autoridades competentes.
Investigação busca atingir também o patrimônio
Além das prisões e buscas, a Operação Divisa tem como objetivo identificar e apreender bens ligados ao grupo e apurar o uso de contas bancárias de terceiros para dissimular o recebimento de pagamentos.
A estratégia busca alcançar não apenas os executores dos roubos, mas também possíveis intermediários e pessoas envolvidas no transporte, na adulteração e na comercialização dos veículos.
A Polícia Civil não detalhou, no comunicado consultado, a identidade de todos os presos nem o valor total dos bens eventualmente apreendidos. O balanço divulgado informa a apreensão de armas e munições e registra 20 prisões até a publicação da notícia.
Fontes consultadas:
Redação Correio Gaúcho
Editor: Cassiano Cortez





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