PF deflagra operação contra conflitos em terra indígena no norte do RS

Operação Diáspora


Operação Diáspora cumpriu 26 mandados de busca em Charrua, Tapejara e Ronda Alta. Investigação apura expulsões de famílias, confrontos armados e suspeitas de crimes dentro e no entorno dos territórios.

Data de publicação: 29 de outubro de 2026
Redação Correio Gaúcho
Editor: Cassiano Cortez

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Diáspora, para investigar conflitos na Terra Indígena Ligeiro, no norte do Rio Grande do Sul. A ação mobilizou 175 policiais e cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em três municípios gaúchos.



Segundo a PF, a investigação apura episódios de expulsão de famílias, confrontos armados, disparos de armas de fogo, lesões corporais e roubos. Também são investigadas suspeitas de tráfico de drogas, arrendamento irregular de áreas agricultáveis e extração ilegal de madeira.

A operação foi iniciada após uma investigação aberta em abril de 2026. O objetivo das buscas foi apreender armas, drogas e mídias que possam contribuir para esclarecer os episódios de violência.

Fonte: Polícia Federal — Operação Diáspora.



Mandados foram cumpridos em três municípios

De acordo com o balanço oficial da Polícia Federal, as ordens judiciais foram distribuídas da seguinte forma:

  • 19 mandados na Terra Indígena Ligeiro, em Charrua;

  • 6 mandados no município de Tapejara;

  • 1 mandado na Terra Indígena Serrinha, em Ronda Alta.

A ação contou com apoio do 3º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

As buscas têm como finalidade reunir provas e identificar possíveis responsáveis pelos episódios investigados. A Polícia Federal não detalhou, no comunicado oficial consultado, a quantidade de armas, drogas ou outros materiais eventualmente apreendidos.

Investigação apura expulsões e confrontos armados

Um dos principais eixos do inquérito é a apuração de relatos de expulsão de famílias e de confrontos dentro da Terra Indígena Ligeiro. A investigação também examina ocorrências envolvendo disparos de armas de fogo, lesões corporais e roubos.

A apuração busca esclarecer as circunstâncias dos episódios, identificar os envolvidos e verificar se existe conexão entre os diferentes crimes relatados.

As suspeitas de tráfico de drogas, arrendamento irregular de áreas destinadas à agricultura e extração ilegal de madeira também fazem parte do trabalho policial. Até que as investigações avancem, essas hipóteses devem ser tratadas como fatos sob apuração, e não como crimes definitivamente comprovados.

Conflitos exigem apuração e proteção das comunidades

A operação ocorre em uma região onde a segurança das comunidades indígenas e a prevenção da violência são questões centrais. A investigação deverá esclarecer os acontecimentos e as responsabilidades individuais, respeitando o devido processo legal.

A identificação das pessoas envolvidas, a motivação dos confrontos e a eventual relação entre os diferentes episódios dependerão das provas reunidas durante o inquérito.

Até a publicação desta reportagem, o comunicado da Polícia Federal não apresentava um balanço detalhado das apreensões nem esclarecia todos os desdobramentos da operação.

O que se sabe até agora

  • Operação: Diáspora.

  • Data: 29 de outubro de 2026.

  • Efetivo mobilizado: 175 policiais.

  • Mandados cumpridos: 26 de busca e apreensão.

  • Locais: Charrua, Tapejara e Ronda Alta.

  • Investigação: conflitos, expulsões de famílias, confrontos armados e suspeitas de outros crimes.

  • Inquérito: iniciado em abril de 2026.

Fonte oficial: Polícia Federal — PF investiga conflitos em terra indígena no Rio Grande do Sul.

Redação Correio Gaúcho
Editor: Cassiano Cortez

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