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| Vencedores Working Penning - Crédito NRCCRM Divulgação |
Prova reúne seis categorias e acirra equilíbrio da programação esportiva da raça
A 49° Expointer teve na tarde desta sexta-feira, (4), entre as atrações da programação no Parque Assis Brasil em Esteio (RS), a prova Working Penning, terceira de quatro etapas que definirão o grande campeão da programação esportiva da raça do cavalo Mangalarga durante a feira, que vai até domingo (6). A prova Working Penning é uma competição individual onde o cavaleiro e seu cavalo devem separar um boi específico de um lote e conduzi-lo até um pequeno curral no menor tempo possível.
Na categoria Aberta venceu Cristiano Antunes dos Santos com o cavalo Sucessor da Utopia, com o tempo 28,400 segundos. Na categoria Amador Master venceu Elisandra de Aguiar da Cruz, com o cavalo Evora R.A.A. com o tempo 52,220 segundos. Na categoria Infantil ganhou Larissa Homem Teixeira com o cavalo Uberlândia VJC com o tempo 39,150 segundos. Na categoria Feminino ganhou Barbara Borges da Rocha com o cavalo Penelope VJC com o tempo 49,320 segundos. Na categoria Amador venceu Marcely Marques Sampaio com o cavalo Ostigoso HPL e tempo 31,390 segundos. E na categoria Principiante venceu Geysiane da Cruz Alves com o cavalo Marquesa VJC com o tempo 73,450 segundos.
A vencedora da categoria Amador Master, Elisandra de Aguiar da Cruz, que já havia vencido a categoria Principiante na prova de Baliza, atribuiu o resultado à fé e à dedicação aos treinamentos. Para ela, mesmo com esforço e preparação, a conquista nem sempre vem, o que torna o resultado ainda mais especial. "O segredo é você ter fé em Deus. Se não fosse por Deus, eu não teria chegado aqui. A gente treina muito, se esforça muito e, às vezes, não consegue ganhar. Mas dessa vez foi Deus. Eu sinto que foi Deus", afirmou.
Para o diretor de Esportes do Núcleo Riograndense de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (NRCCRM), Cristiano Antunes, a prova foi marcada por uma disputa equilibrada, com forte participação de competidores e torcida. Antunes destacou o clima entre os participantes e a influência do desempenho dos cavalos nas diferentes modalidades do campeonato.
Segundo o diretor, a competição também trouxe um elemento de imprevisibilidade ao campeonato, já que alguns animais que disputam provas com gado tiveram desempenho diferente do apresentado em outras modalidades. "Foi excelente. Tivemos um clima muito legal, com os amadores e os familiares torcendo. A prova deu uma bagunçada no campeonato, porque alguns cavalos que só fazem provas com gado participaram e acabaram dando uma agitada na disputa", afirmou.
O diretor ressaltou ainda a dificuldade adicional provocada pelo gado utilizado na competição. De acordo com ele, enquanto em outras regiões os animais estão mais acostumados a esse tipo de prova, no Rio Grande do Sul é comum trabalhar com gado que nunca participou da atividade. "O gado chucro normalmente é usado no Working Penning, principalmente em São Paulo. Lá, o gado é acostumado. Aqui, a gente faz com gado que nunca esteve nesse tipo de prova, então é uma dificuldade muito grande. Mas deu tudo certo, foi bem bonito e o gado colaborou", explicou.
Foto: NRCCRM/Divulgação
Texto: Artur Chagas/AgroEffective

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