![]() |
| Memorial do Queijo Gaúcho - Crédito Rejane Costa AgroEffective Divulgação |
Espaço da Apil foi idealizado em 2015 e reúne memória da atividade, processos produtivos, produtos e projetos de educação e tecnologia
Um projeto iniciado em 2015 para fortalecer o setor de lácteos e estimular o consumo de seus produtos se transformou no Memorial do Queijo Gaúcho, espaço instalado junto à sede da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Inaugurado em 2025, o Memorial apresenta ao público a trajetória da produção de queijos no Estado e busca mostrar os diferentes elos envolvidos na cadeia, desde a produção da matéria-prima até a chegada dos produtos ao consumidor.
A iniciativa atravessou três gestões da entidade até chegar à execução. A viabilização contou com recursos da Lei de Incentivo à Cultura e com 12 patrocinadores, dos quais 11 são laticínios do Estado. Parceiros da Apil também contribuíram diretamente para a execução, enquanto o projeto precisou passar por adaptações ao longo dos anos para acompanhar mudanças de realidade e de orçamento. O Memorial foi reconhecido pelo RanKBrasil como o maior monumento em forma de cunha de queijo no Brasil, com mais de 14 metros de altura.
A proposta do espaço é mostrar a história das indústrias, a importância do leite e a identidade cultural do queijo no Estado. O assessor executivo da Apil, Jefferson Farias, explica que o visitante poderá conhecer desde a produção do leite na propriedade rural até as etapas de transporte, regulamentação, processamento e transformação da matéria-prima em produtos que chegam ao mercado. “Essa abordagem busca ampliar a compreensão sobre a dimensão da cadeia de lácteos”, afirma.
O percurso pelo Memorial também apresenta um recorte histórico e cronológico da atividade no Rio Grande do Sul. Fotografias, equipamentos e referências a antigas construções ajudam a mostrar como a produção de lácteos evoluiu ao longo do tempo e a relação da atividade com a formação do Estado. “O Memorial apresenta a trajetória do queijo gaúcho, incluindo suas origens, a chegada dos imigrantes e destaca a participação de produtores, famílias, pequenas e médias indústrias e mestres queijeiros na construção dessa história”, reitera Farias.
Para a coordenadora de marketing da Apil, Gabriela Brustolin, o Memorial não deve ser entendido como uma obra concluída, mas como um espaço em permanente construção, com novas iniciativas previstas para ampliar seu acervo e a experiência dos visitantes. “É um trabalho contínuo. Inauguramos, mas não paramos por aí. A cada momento estamos trazendo uma novidade. Uma das frentes de expansão é a criação de novos conteúdos sobre a cadeia, o consumo e os produtos lácteos", informa.
Gabriela coloca que a ideia é o espaço receber novidades de forma contínua, especialmente durante a Expointer, mas sem restringir sua atuação ao período da feira. O Memorial funciona durante todo o ano e recebe visitas mediante agendamento.
A Apil também trabalha em parceria com a Embrapa em um projeto voltado a escolas e crianças de diferentes regiões do Estado, com ações de educação e estímulo ao consumo de lácteos. O Memorial prepara, ainda, de acordo com Gabriela, uma vitrine dedicada aos queijos produzidos no Rio Grande do Sul. “O projeto prevê a apresentação de modelos em 3D dos rótulos dos produtos dos associados da Apil, reunindo diferentes marcas e ampliando a exposição da produção estadual”, salienta.
Foto: Rejane Costa/AgroEffective
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

0 Comentários