PIB do RS cresce 3,3% e agro dispara 19,7% no primeiro semestre no Rio Grande do Sul

 

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uperação da produção agrícola impulsionou a economia gaúcha, com soja e milho entre os principais destaques

A economia do Rio Grande do Sul cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O principal motor desse resultado foi a agropecuária, que avançou 19,7% no período.

Agro foi o grande destaque

A recuperação da produção agrícola ajudou a puxar o resultado.

A soja, principal cultura do Estado, apresentou crescimento de 34,4% na quantidade produzida.

O milho também avançou, com aumento de 21,8% na produção.

Os números mostram a força que o campo possui sobre a economia gaúcha.

Indústria e serviços também cresceram

O desempenho não ficou restrito ao agronegócio.

A indústria avançou 2% no primeiro semestre, enquanto os serviços cresceram 1,1%.

No segundo trimestre, o PIB estadual aumentou 0,2% em relação ao primeiro trimestre.

Recuperação depois de anos difíceis

O resultado da agropecuária também precisa ser analisado dentro do contexto climático.

A comparação com 2025 é influenciada pela recuperação da safra, já que a produção daquele ano havia sido afetada pela estiagem.

Isso significa que parte do crescimento representa uma recuperação de uma base anterior mais fraca.

O desafio agora

O resultado positivo mostra capacidade de recuperação da economia gaúcha.

Mas o Estado continua enfrentando riscos relacionados ao clima, infraestrutura e necessidade de investimentos.

A ocorrência de novos temporais em setembro de 2026 reforça a importância da adaptação da produção e da infraestrutura.

Um Estado dependente do campo

O agronegócio tem influência direta sobre indústria, comércio, transporte, cooperativas, exportações e serviços.

Quando a safra cresce, diversos setores da economia também sentem os efeitos.

Por isso, os números do primeiro semestre mostram mais do que uma recuperação agrícola.

Eles mostram o peso do campo na economia do Rio Grande do Sul.

Por Cassiano Cortez | Correio Gaúcho

Fontes: Departamento de Economia e Estatística do RS; IBGE; Governo do Rio Grande do Sul.

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