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Complexo soja, carnes e produtos florestais lideram as vendas externas; setor também mantém mais de 400 mil empregos formais
O agronegócio continua sendo um dos principais motores do comércio exterior do Rio Grande do Sul.
Entre janeiro e junho de 2026, as exportações do agro gaúcho chegaram a US$ 7 bilhões, representando 71% das vendas externas do Estado.
O valor foi 8,8% superior ao registrado no primeiro semestre de 2025.
Soja lidera
O complexo soja foi o principal destaque das exportações.
Somente no segundo trimestre, o setor movimentou aproximadamente US$ 1,5 bilhão.
O valor exportado pelo complexo soja cresceu 47,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
O desempenho está relacionado à recuperação da produção gaúcha.
Carnes também avançaram
As exportações de carnes alcançaram US$ 771 milhões no segundo trimestre, crescimento de 24,7%.
As vendas externas cresceram em diferentes segmentos, incluindo carne de frango, bovina e suína.
O agro movimenta empregos
O setor encerrou junho com 406.882 vínculos formais ativos.
No primeiro semestre, foram registradas 152.972 admissões e 139.469 desligamentos, resultando em saldo positivo de 13.503 empregos formais.
O número ajuda a dimensionar o impacto do agronegócio para além das propriedades rurais.
O setor movimenta transportadoras, cooperativas, indústrias, portos, comércio, armazenagem e serviços.
Exportação também depende do clima
A força das vendas externas está diretamente relacionada à capacidade de produção.
Quando o clima reduz a colheita, os efeitos podem aparecer posteriormente nos volumes disponíveis para exportação.
Por outro lado, uma safra maior pode aumentar a oferta e fortalecer as vendas externas.
O RS no mercado internacional
O agronegócio gaúcho continua ocupando posição estratégica no comércio exterior.
Com US$ 7 bilhões exportados em apenas seis meses, o setor demonstra sua importância para a geração de divisas e atividade econômica do Estado.
O desafio para os próximos ciclos será manter produtividade, ampliar valor agregado e reduzir a exposição aos riscos climáticos e às oscilações do mercado internacional.
Fontes: Departamento de Economia e Estatística do RS; Governo do Rio Grande do Sul; dados oficiais de comércio exterior.
Por Cassiano Cortez | Correio Gaúcho

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