ECONOMIA VIRA CAMPO DE BATALHA NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES


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Juros, inflação, dívida pública, emprego e custo de vida estão entre os principais temas econômicos que chegam ao centro do debate nacional

A economia brasileira entrou definitivamente no centro da campanha eleitoral de 2026. Com a aproximação da votação, candidatos e partidos apresentam propostas diferentes para temas que afetam diretamente o cotidiano da população: inflação, juros, impostos, emprego, investimentos, dívida pública e poder de compra.

O cenário econômico também apresenta sinais mistos. O Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano em 16 de setembro, no quinto corte consecutivo, mas manteve uma postura cautelosa diante das incertezas sobre a inflação e o ambiente internacional.

💰 JUROS AINDA SÃO UM DOS GRANDES DESAFIOS

Mesmo com a sequência de cortes, a taxa básica permanece elevada.

Juros altos encarecem financiamentos e empréstimos para famílias e empresas, enquanto juros menores tendem a facilitar o acesso ao crédito e estimular consumo e investimentos. Ao mesmo tempo, a redução da Selic precisa ser compatível com o objetivo de controlar a inflação.

O próprio Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução dos indicadores econômicos.

📉 INFLAÇÃO PERDE FORÇA, MAS CUSTO DE VIDA CONTINUA NO RADAR

O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,22% em agosto, segundo o Banco Central, enquanto a inflação mensal registrou queda de 0,32%. A alimentação também contribuiu para o resultado.

Mas o cenário ainda exige atenção.

Entre os fatores acompanhados pelas autoridades estão os preços dos alimentos, combustíveis, energia e os efeitos de acontecimentos internacionais sobre commodities e câmbio.

Além disso, o início do El Niño pode afetar a produção agrícola e exercer pressão sobre os preços de determinados alimentos.

📊 PIB: EXPECTATIVAS DIFERENTES

Também existe divergência nas projeções para o crescimento da economia.

O Ministério da Fazenda projetava, em julho, crescimento de 2,3% do PIB em 2026. Já projeções reunidas pelo mercado financeiro apontavam números inferiores, refletindo a percepção de desaceleração da atividade.

Um dos pontos de atenção é justamente a combinação entre juros elevados e crescimento econômico mais moderado.

🏛️ ECONOMIA GANHA ESPAÇO NOS DISCURSOS DOS CANDIDATOS

Na reta final da campanha, as propostas econômicas passaram a ocupar posição importante nos programas dos candidatos à Presidência.

Entre os temas apresentados estão diferentes visões sobre controle das despesas públicas, dívida, tributação, investimentos, indústria, programas sociais, crédito e crescimento econômico. A imprensa internacional também identificou diferenças relevantes entre os planos econômicos apresentados pelos presidenciáveis.

Para o eleitor, uma das principais questões será compreender como cada proposta pretende financiar suas medidas e quais seriam seus possíveis efeitos sobre inflação, contas públicas, emprego e crescimento.

🗳️ CAMPANHA ENTRA NA FASE DECISIVA

A corrida eleitoral chega a uma fase de maior intensidade, com candidatos concentrando esforços em diferentes regiões e buscando ampliar sua comunicação com os eleitores.

O Tribunal Superior Eleitoral também já disponibilizou os dados da prestação de contas parcial das campanhas, permitindo consultar receitas, despesas e recursos utilizados por candidatas, candidatos e partidos.

Nesse momento, a economia tende a permanecer como um dos assuntos mais importantes do debate público porque suas consequências ultrapassam Brasília e chegam diretamente à vida das famílias e das empresas.

🔎 O QUE ESTARÁ EM JOGO

Independentemente das diferentes propostas apresentadas, alguns indicadores serão fundamentais para acompanhar a economia brasileira nos próximos meses:

• Inflação e preço dos alimentos
• Taxa Selic e custo do crédito
• Crescimento do PIB
• Emprego e renda
• Dívida pública e resultado fiscal
• Dólar e preços das commodities
• Investimentos públicos e privados

A eleição, portanto, acontece em um momento no qual economia e política estão fortemente conectadas. As escolhas feitas nas urnas definirão quem conduzirá o governo federal e, consequentemente, quais políticas econômicas serão colocadas em prática a partir de 2027.

Para o eleitor, acompanhar os números, as propostas e a forma como cada campanha pretende executar suas promessas será essencial para compreender o que está em discussão.

Correio Gaúcho | Política & Economia 


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