Herança de Renato Aragão vira disputa judicial de quase R$ 1 milhão

 

Estevam Avellar / Globo


 Filha mais velha de Didi cobra R$ 872 mil do humorista; valor teria origem em recursos obtidos após a venda de um imóvel herdado da mãe.

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Uma disputa familiar envolvendo Renato Aragão, o eterno Didi, e sua filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, voltou a ganhar repercussão e colocou uma herança de família no centro de uma ação judicial.

Juliana cobra atualmente R$ 872.485,58 do pai em um processo que tramita na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. O caso envolve um valor de R$ 950 mil que, segundo a versão apresentada pela filha à Justiça, teria sido emprestado ao humorista em 2018.

O dinheiro, ainda segundo a alegação de Juliana, teria origem na venda de um imóvel que ela recebeu como herança da mãe, Martha Maria Rangel Aragão, falecida em 2014.

De onde veio o dinheiro?

De acordo com o processo, Juliana afirma que recebeu recursos provenientes da venda de um imóvel herdado da mãe.

Em dezembro de 2018, ela teria entregue R$ 950 mil ao pai, em espécie, como um empréstimo.

Segundo a versão apresentada por Juliana, o acordo previa que o dinheiro fosse devolvido até 31 de dezembro de 2023.

Ela afirma, porém, que recebeu de volta aproximadamente R$ 77 mil.

Com a atualização do débito, a cobrança apresentada atualmente na Justiça chega a R$ 872.485,58.

Audiência pode colocar pai e filha frente a frente

O processo ganhou um novo capítulo em setembro.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou que uma audiência de conciliação foi marcada para 26 de outubro, às 13h, na 43ª Vara Cível da Capital.

Juliana mora atualmente em Santa Catarina e pediu autorização para participar da audiência por videoconferência, alegando que o deslocamento até o Rio de Janeiro representaria custos elevados.

Até o momento, segundo as informações divulgadas, o pedido de participação virtual ainda não havia sido confirmado.

Renato Aragão apresenta outra versão

A defesa e a equipe de Renato Aragão contestaram a interpretação apresentada pela filha.

Em manifestação divulgada anteriormente, a equipe do humorista afirmou que parte dos recursos herdados por Juliana teria ficado sob administração do pai com o objetivo de proteger e organizar o patrimônio.

A versão apresentada pela família é de que o dinheiro não teria sido simplesmente utilizado como um empréstimo pessoal.

Segundo a manifestação, as movimentações financeiras seriam registradas e acompanhadas, permitindo que Juliana tivesse controle sobre os recursos.

A equipe também afirmou que Renato não precisaria dos recursos da filha e contestou a interpretação de que teria ocorrido um calote.

Caso ainda não tem decisão definitiva

Apesar da repercussão nas redes sociais, a disputa ainda está sendo analisada pela Justiça.

O valor de R$ 872.485,58 corresponde à cobrança apresentada no processo e não significa que a Justiça já tenha reconhecido definitivamente a existência da dívida nesse montante.

A audiência de outubro será uma tentativa de conciliação entre as partes.

Caso não haja acordo, o processo poderá seguir para as próximas etapas judiciais, com apresentação de defesa e análise dos argumentos e documentos apresentados por pai e filha.

Por que o caso voltou a viralizar?

A história reúne três elementos que ajudaram a colocar o assunto entre as buscas relacionadas ao termo “herança”: o envolvimento de uma personalidade conhecida nacionalmente, uma disputa familiar e uma cobrança judicial de centenas de milhares de reais.

Além disso, a confirmação de que Renato Aragão e Juliana poderão participar de uma audiência de conciliação em outubro trouxe o caso novamente ao noticiário.

A disputa, entretanto, permanece restrita ao âmbito judicial, e as versões apresentadas pelas partes ainda serão analisadas no decorrer do processo.

Os principais números do caso

R$ 950 mil — valor que Juliana afirma ter emprestado ao pai em 2018.

R$ 872.485,58 — valor atualmente cobrado na ação.

R$ 77 mil — aproximadamente o que Juliana afirma ter recebido de volta.

2014 — ano da morte de Martha Maria Rangel Aragão, mãe de Juliana.

2018 — ano em que teria ocorrido o empréstimo.

31 de dezembro de 2023 — prazo que Juliana afirma ter sido estabelecido para a devolução.

26 de outubro de 2026 — data marcada para a audiência de conciliação.

13h — horário previsto para a audiência.

O que acontece agora?

A próxima etapa importante será a audiência de conciliação marcada para outubro.

Se houver acordo, o processo poderá ser encerrado conforme os termos definidos pelas partes e homologados pela Justiça.

Se não houver entendimento, a ação continuará tramitando e caberá ao Judiciário analisar as provas e os argumentos apresentados.

Correio Gaúcho | Entretenimento e Justiça

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