Parceria garante a produção de leite




Organizações fazem a coleta, o processamento e a distribuição, auxiliando na manutenção da atividade no Estado

A maior parte do leite consumido no Rio Grande do Sul, seja na forma fluida ou em derivados, vem de pequenas propriedades rurais. De acordo com pesquisa da Emater/RS, das 2,8 mil agroindústrias que fornecem leite e o processam na produção em agroindústrias próprias formais, 58% delas são geridas por famílias rurais. A pecuária leiteira é a principal atividade e fornecedora de alimentos em que mais se percebe o papel crucial dos agricultores familiares.Presentes em todas as regiões do Estado, as 2,8 mil agroindústrias de laticínios distribuem em milhares de estabelecimentos rurais, mas também em áreas urbanas localizadas em áreas rurais, garantindo uma fonte de renda e consumo e garantem a distribuição aos pontos de venda. Elas também têm papel importante na qualidade do leite, por meio de unidades leiteiras mais eficientes e sustentáveis, que na última década, período em que muitos pecuaristas, desanimados com a instabilidade do mercado, acabaram migrando para outras atividades.O gerente da cooperativa CCGL, Caio Vianna, diz que a concentração da produção em um número cada vez menor de produtores e uma redução da população leiteira é uma tendência que se observa há anos. "Isso é explicado pelo simples fato de que mais pessoas estão buscando maior volume, qualidade, segurança alimentar e preço mais baixo e o campo precisa ser competitivo. Nós já vimos isso acontecer (fechar) muitas cooperativas e também do produtor não poder levar 20 mil litros de leite porque não tem condições técnicas, de manejo, de genética. Ele precisa se profissionalizar na ordenha e na gestão de produção, senão não sobrevive".Entre 2021 e 2025, o número de produtores de gado leiteiro no RS caiu 12,5%, para 239 mil. Já a quantidade de leite produzida teve crescimento de 22% no mesmo período, segundo dados do Emater/RS-Ascar.

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