Uma das dificuldades associadas aos laticínios do Estado, a CCGL, a maior cooperativa do setor no país por meio de mais de 25 cooperativas associadas. Dos 2,4 mil produtores que fornecem leite à organização, 79% são pequenos, o que significa que atuam dentro do limite de volume da CCGL. "Temos produtores de 16, de 20 litros e outros que produzem até 200 litros por dia", relata o cooperativista, o que nos assegura a manutenção de uma produção que produz 2 mil, 3 mil litros de leite por dia em uma pequena propriedade. "Nós entendemos que os agricultores familiares também concorrem nas cooperativas na escassez do leite e da água. Quando a cooperativa, braços e insumos, e outros produtores, nós absorvemos em torno de 70% do leite que produz, a população gaúcha não consegue consumir tudo, por isso exportamos", explica.Para o pecuarista Vanderlei Carvalho, de Passo Fundo, a cooperativa é significativa no que mais significa na permanência no campo. "Aqui são pequenos produtores rurais, de administração familiar. Eu tenho 18 vacas, que, 28 anualmente em lactação, em uma área própria de 18 hectares e uma arrendada de mais 11 hectares", segundo João, a família trabalha em conjunto. A Cooperativa Agropecuária Mista Júlio (Coopajá) desde 2003, vem aumentando a produção. Há uma década, com o suporte direto da CCGL, a coleta no tambo mais que dobrou. Hoje, são 10 mil litros de leite/dia na coleta em 32 vezes diárias por semana, com uma média de 20 mil litros por dia na propriedade.Para chegar a esse desempenho, ele conta que a CCGL passou a adotar o sistema de pagamentos por qualidade. "Antes, a indústria pagava pelo volume e simplesmente se largava a vaca no campo e não se fazia manejo nenhum, o colostro nas vacas para passar o turno da noite. Foi aí que a CCGL percebeu que só iria crescer se fizesse diferente na estratégia produtiva. Com foco na qualidade do pasto, garantindo forragem de qualidade o ano inteiro para os animais. Antigamente, ficava sem leite de outubro até abril ou novembro. Tu plantava uma pastagem de inverno e acabou. Os técnicos nos ajudam nessa questão da silo, ração", lembra.Todos esses avanços são reconhecidos pelo mercado. A certificação das indústrias de laticínios, que oferecem incentivos financeiros aos produtores que entregam maior qualidade. Em 2024, a CCGL distribuiu mais de R$50 milhões em bonificação aos produtores que forneceram leite de forma ininterrupta ao longo do ano. O valor meˊdio foi de R 0,045 por litro entregue. Segundo Gaí, a venda extra é importante para auxiliar os pagamentos na fazenda, mas uma importante política pública de incentivo à propriedade pela relação com a cooperativa. "Eu entreguei (o leite) desde o dia 1º de janeiro, não fiz a troca na compra de insumos, contudo, se eu tiver uma necessidade ou emergir que venha coisa boa, é sempre por meio da cooperativa, que eu faço esse resgate", afirma. (Correio do Povo adaptado pelo Sindilat/RS)
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