Secretaria da Agricultura reforça monitoramento para prevenir cancro da videira

Secretaria da Agricultura vem realizando inspeções em parreirais da Serra 


 A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), realiza nesta semana uma força-tarefa de inspeções em centenas de parreirais da Serra Gaúcha. A ação integra o monitoramento do cancro da videira no Rio Grande do Sul e atende às metas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

 
O cancro da videira, causado pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. viticola, é uma praga quarentenária presente no Brasil, mas ausente no Rio Grande do Sul. Para manter o status de área livre da doença, o Estado precisa comprovar, anualmente, a realização de pelo menos 135 inspeções em parreirais.
 
Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV/Seapi), Deise Feltes Riffel, o monitoramento abrange uvas destinadas à vinificação e uvas de mesa. As cultivares de mesa, porém, são mais suscetíveis à bacteriose do que as viníferas.
Fiscais do Departamento de Defesa Vegetal realizam trabalho na região 


 
“Entre as variedades de mesa, as uvas sem sementes da espécie Vitis vinifera são mais vulneráveis do que as com sementes. As cultivares Thompson Seedless e Red Globe estão entre as mais afetadas pelo cancro. Já entre as variedades com sementes, as de coloração escura tendem a ser mais suscetíveis do que as brancas”, explica.
 
Atualmente, a doença ocorre nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. A principal forma de evitar sua entrada no Rio Grande do Sul é a prevenção. O fiscal agropecuário da Seapi Altemar Magnabosco destaca que a colaboração dos produtores é essencial para preservar a sanidade dos vinhedos gaúchos e manter o status fitossanitário do Estado.
 
Medidas recomendadas
 
Utilizar mudas certificadas e livres da bactéria, preferencialmente produzidas no próprio Estado.
 
Não introduzir mudas sem procedência, especialmente oriundas de estados onde há ocorrência da doença.
 
Adotar práticas de biossegurança nas propriedades.
 
Higienizar ferramentas, máquinas e equipamentos.
 
Desinfetar botas e rodados de veículos ao entrar ou sair de diferentes parreirais.

Texto: Elstor Hanzen/ Ascom Seapi
Foto: Divulgação/ Ascom Seapi

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