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Seapi apresentou projeto-piloto sobre rastreabilidade em animais para fortalecer a pecuária familiar gaúcha
As expectativas da implementação do plano piloto da rastreabilidade bovina no Estado, os trabalhos de pesquisa e a preocupação com a segurança sanitária animal foram temas debatidos pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) em Porto Alegre. O encontro foi realizado nesta terça-feira (10/3) na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e reuniu dirigentes e técnicos Federação.
Os técnicos do DDA/Seapi, Pablo Charão e Francisco Lopes, representaram a Seapi. O diretor de pecuária familiar e tesoureiro geral da Fetag-RS, Agnaldo Barcelos também estava presente. O estudo da Seapi apresentou as possibilidades de identificação de rastreabilidade bovina no projeto-piloto elaborado pela Seapi.
Para o técnico da Seapi, Francisco Lopes, a expectativa é de que “o projeto tenha a função de ‘estressar’ o Sistema de Defesa Agropecuária – SDA, e assim ter um sistema robusto capaz de atender a dinamicidade da pecuária do Estado, considerando toda a complexidade da movimentação animal de bovinos e bubalinos, desde o produtor de cria e recria, engorda e reprodução, assim como quarentenários e indústria. Esse processo complexo abrange todo o rastreio animal, também a custódia do identificador individual (boton bovino) desses animais. E tem continuidade com a geração da numeração, a fábrica, a revenda, tendo seu fim com a efetiva identificação desse animal. É um desafio robusto que necessita da dedicação de todos os envolvidos na cadeia produtiva para construção da nova pecuária do RS.” destacou Lopes.
Na apresentação, Lopes destacou que a Seapi está trabalhando de maneira gradual e escalonada para a implementação da Guia de Trânsito Animal (GTA) com rastreabilidade no RS. Este controle da entrada e saída de animais no Estado segue protocolos nacional e internacional com padronização hegemônica de um plano nacional. O pesquisador da Seapi ressaltou que no Brasil existem mais de 200 milhões de bovinos e que o controle de animais com rastreabilidade irá fortalecer as propriedades familiares como, por exemplo, trazendo vantagens no combate ao abigeato, no controle de sanidade animal, na migração para um projeto sustentável de pecuária bovina no Bioma Pampa, além de abrir expectativas para o mercado de exportação de carne bovina.
Para o zootecnista do DDA/Seapi, Pablo Charão, os desafios da rastreabilidade bovina se apresentam desde a identificação inicial de animais até o fluxo de acompanhamento de animais adultos, sendo que “a sensibilização da cadeia produtiva foi o primeiro grande desafio, hoje, já superado. O próximo desafio é fazer o brinco (boton bovino) chegar na orelha dos animais. As entidades estão sensibilizadas, mas é necessária a sensibilização do produtor, por isso que a reunião com a Fetag é muito importante. No universo da agropecuária do Estado, cerca de 80% das propriedades gaúchas são da agricultura familiar, de produtores que tem até 50 animais. Por isso, que este movimento marcado até 2033 será um desafio social de adequação para todos os produtores, seguindo as diretrizes do Ministério da Agricultura (Mapa)”, concluiu.
Com relação ao projeto-piloto de rastreabilidade, Charão destacou que a Seapi, através do Serviço Veterinário Oficial (SVO), estará apoiando a identificação de animais dessas propriedades cadastradas no período em que estiver vigente o projeto. Após o encerramento do projeto-piloto, haverá um novo ator identificador no processo, o qual permanece até o momento sem definição.
Pesquisa e segurança para pecuária familiar bovina gaúcha
De acordo com o DDA/Seapi, a rastreabilidade tem o objetivo de apresentar uma pecuária gaúcha mais forte e competitiva na gestão animal, fortalecendo tanto a propriedade rural quanto na ação para facilitar a abertura de mercados competitivos, vantagens oferecidas pela rastreabilidade bovina.
O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) do Mapa é dividido em quatro etapas. A primeira etapa buscou sistematizar dados nacionais (esse resultado ainda não teve publicação oficial); a segunda, apresentou a movimentação de gado bovino em 2026 no RS, movimentos e dinamicidades da rastreabilidade no RS; a terceira, ainda será elaborada entre 2027 a 2029, e busca a identificação de dados em nível nacional; e a quarta etapa, de 2030 a 2032, visa a identificação e cadastro de todos os animais bovinos no país.
A Seapi trabalha em nível estadual com a possibilidade de antecipar esses prazos. O Departamento Animal da Seapi informa que ainda não existem datas federais para que a rastreabilidade seja implementada no Estado.
Participaram da reunião representantes da Embrapa Pecuária Sul (Bagé), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Fetag-RS e Seapi.
Texto: Fabrízio Fernández/Ascom Seapi
Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi
Sugestão legenda foto: Pesquisadores do DDA/Seapi em apresentação na Fetag-RS
sobre o projeto-piloto de rastreabilidade bovina no Estado

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