Pecuária leiteira tem novos valores de indenizações sanitárias

 


O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) publicou nova tabela de indenizações para a pecuária leiteira, destinada a produtores que tenham animais sacrificados ou submetidos a abate sanitário em função de diagnóstico de brucelose ou tuberculose.


Os valores foram aprovados na Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada em 9 de março, após proposição do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira (CTOPL). A medida foi homologada por meio da Resolução CD nº 001/2026, publicada no site www.fundesa.com.br/legislacao.

A nova tabela estabelece um reajuste de 8% em relação aos valores anteriores, que passam a valer em 2026 e variam de acordo com a categoria e a idade dos animais. Pela atualização, as indenizações vão de R$ 1.636,00 para animais sem registro de até 12 meses, até R$ 4.548,00 para animais com registro puro de origem entre 25 e 36 meses. Para bovinos machos com idade superior a 2 anos, o valor é de R$ 1.918,00.

As indenizações fazem parte do sistema de defesa sanitária da pecuária gaúcha e têm o objetivo de compensar produtores que eliminam animais positivos para doenças de controle obrigatório, contribuindo para a sanidade do rebanho e para a segurança da produção de leite no estado, em conformidade com o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). No caso do setor leiteiro, a contribuição ao Fundesa é recolhida pela indústria e pelos produtores de leite. (Sindilat/RS)


_______________________________________________________________________


Sindilat/RS marca presença em debates sobre produção, inovação e sustentabilidade na Expodireto

Nesta quinta-feira, 10/03, o Sindilat/RS esteve presente na Expodireto Cotrijal, representado pelo secretário-executivo Darlan Palharini, que participou de uma série de agendas voltadas ao setor produtivo. 

Pela manhã, Palharini participou do 36º Fórum Nacional da Soja, promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS. O encontro debateu o cenário e a conjuntura do setor, reunindo lideranças e especialistas do agronegócio. O secretário-executivo também acompanhou o lançamento do programa Campo Inovador – Leite e Derivados. A iniciativa, desenvolvida pelo Sebrae RS e conduzida pela Regional Noroeste, é voltada à principal bacia leiteira do Estado e busca conectar desafios da cadeia produtiva a soluções desenvolvidas por jovens, universidades, escolas técnicas, produtores e startups. 

À tarde, o dirigente participou do 10º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água. O encontro, realizado pela CCGL, Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Embrapa, reuniu especialistas, produtores e representantes do agronegócio para discutir práticas sustentáveis e a conservação dos recursos naturais no Rio Grande do Sul. Na sequência, esteve presente na reunião com o setor produtivo e no lançamento da Fase 3 do Programa Irriga + RS. Durante a tarde, também atendeu a demandas de agendas com a imprensa. A programação da Expodireto Cotrijal segue até a próxima sexta-feira, 13/03/2026. (As informações são do Sindilat/RS)



Petróleo puxa alta de etanol e açúcar, mas incertezas dominam a indústria

Entre agentes de mercado, expectativa é de que conflito no Oriente Médio leve Petrobras a reajustar gasolina, o que evitaria a queda de preços na nova safra

Ontem, depois que o preço do barril do petróleo rompeu a barreira de US$ 100, ganhou corpo entre agentes da indústria sucroenergética a leitura de que a Petrobras poderia reajustar o preço da gasolina, o que deu sustentação ao etanol no mercado interno e ao açúcar no front internacional. Porém, as perspectivas para esses mercados ainda são turvas dadas as declarações erráticas do presidente americano Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio, deflagrado após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã, há pouco mais de uma semana.

Por ora, analistas dizem que o choque decorrente do conflito pode impedir que os preços de etanol e açúcar caiam nos próximos meses. Esse movimento das cotações iria no sentido oposto das expectativas iniciais.

No mercado interno, os preços do etanol, que caíram em fevereiro sob a expectativa de antecipação da moagem de cana-de-açúcar, passaram a subir neste mês. O indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado vendido pelas usinas de São Paulo (sem impostos) subiu 3,13% na semana de 2 a 6 de março, em relação à anterior, para R$ 2,9352 o litro.

O açúcar também reagiu ontem. Os contratos do demerara que vencem maio subiram 3,48% na bolsa de Nova York, a 14,59 centavos de dólar a libra-peso.

Para analistas, ainda é cedo para estimar o efeito no médio e longo prazos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados de açúcar e etanol, uma vez que ainda não se sabe quando, e se, a Petrobras reajustará a gasolina. Se a estatal fizer alguma alteração, no mínimo isso deve impedir uma queda mais significativa do etanol nos próximos meses, como se esperava.

“Com o preço do petróleo a US$ 100, se a Petrobras fizer o repasse integral, isso praticamente anularia toda a queda que prevíamos [para o preço do etanol na safra]”, disse Cristian Quiles, analista da consultoria FG/A. Em suas projeções, se a Petrobras repassasse o US$ 100 por barril ao mercado interno, o preço da gasolina A, às distribuidoras, subiria cerca de R$ 1 o litro, e o efeito no preço médio do etanol hidratado da safra 2026/27 seria de uma alta de R$ 0,50 o litro.

Para Quiles, a tendência é que o preço do etanol se ajuste de forma a manter uma correlação de 64% a 65% em relação à gasolina ao longo da próxima safra, devido à alta oferta esperada. A FG/A estima que as usinas de cana vão produzir 4 bilhões de litros a mais do que na safra 2025/26, e as de milho, 1,7 bilhão de litros a mais.

Segundo Rafael Borges, analista da StoneX, o preço do etanol começou a cair em fevereiro — na contramão do que ocorre nessa época, quando a oferta recua —, diante da expectativa de que as usinas antecipassem a moagem para aproveitar os preços do biocombustível, mais favoráveis que o açúcar. “Com o conflito, os preços voltaram a subir”, disse.

Em fevereiro, os preços do etanol vendido pelas usinas de Ribeirão Preto saíram de R$ 3,75 o litro para R$ 3,45, segundo a StoneX. Já nos últimos dias, os preços voltaram a R$ 3,60 o litro, refletindo a expectativa de impacto da guerra — embora as incertezas tenham reduzido o volume de negócios.

Tendência
Para Borges, porém, a tendência para o etanol ainda é de queda na primeira metade da safra. “Mesmo que tenha reajuste [da Petrobras], a safra vai ter oferta recorde. Só de etanol de milho serão 2 bilhões de litros a mais”, afirmou. Em sua análise atual, o preço do etanol terá que cair para assegurar competitividade suficiente em relação à gasolina nas bombas e demanda para todo o etanol que for produzido.

Já as cotações do açúcar só reagiram ontem, após mais de uma semana de conflito. Para o analista da StoneX, o preço do açúcar deve se guiar pelo tamanho da safra de cana de 2026/27 no Centro-Sul e pelo mix — que, a princípio, deve ser menos açucareiro. “Se o etanol remunerar mais, o mix tende a ser menos açucareiro”, disse.

Mas os analistas ponderam que se trata ainda de um cenário muito volátil. Ontem, no fim da tarde, Trump declarou que a guerra estaria “praticamente concluída”, o que provocou uma reviravolta nos mercados. Os futuros do petróleo, que bateram os US$ 120 o barril no meio do pregão, caíram abaixo dos US$ 100 o barril no fim do dia.

“Não é uma volatilidade qualquer”, afirmou Tarcilo Rodrigues, sócio da Bioagência. Para ele, ainda que o cenário mude, “dificilmente” os preços do petróleo voltarão para onde estavam devido ao “prêmio de risco” — há um mês, o Brent estava em US$ 70 o barril. (Globo Rural)


Postar um comentário

0 Comentários