Secretaria da Agricultura debate irrigação e resiliência climática no South Summit Brazil

 

Rio Grande do Sul vem avançando no sistema de irrigação 

Debate tratou da política de irrigação do RS com quatro painelistas

 
 
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apresentou, nesta sexta-feira (27/3), o painel “Irrigação 4.0: Resiliência para o Futuro” no South Summit Brazil (SSB), em Porto Alegre. O encontro reuniu três representantes da secretaria e um da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), no palco RS Innovation Stage, para discutir o papel da tecnologia e da gestão hídrica na adaptação da agropecuária às mudanças climáticas. O Governo do Estado é correalizador do SSB.
 
A proposta foi debater soluções inovadoras para ampliar a eficiência no uso da água, aumentar a produtividade e reduzir os impactos de eventos climáticos extremos, como as estiagens recorrentes no Rio Grande do Sul. A irrigação vem sendo apontada como uma das principais estratégias para garantir maior estabilidade à produção agrícola gaúcha.
 
O diretor-geral da Seapi Joel Maraschin ressaltou a relevância do tema ao contextualizar experiências internacionais e avanços locais. Segundo ele, o Estado ainda tem amplo espaço para expandir a área irrigada, especialmente em culturas como milho e soja. “Conhecemos recentemente a experiência de Nebraska (EUA), onde 100% da produção é irrigada”, comparou.
Painel sobre irrigação aconteceu nesta manhã no South Summit Brazil 


 
O subsecretário de Irrigação, Márcio Amaral, lembrou que, atualmente, apenas cerca de 4% das lavouras de milho e soja no RS contam com irrigação. “Estamos avançando desde a fase um do programa Irriga+RS e agora, na fase três, vamos dar um salto importante nessa área. A irrigação funciona como um seguro mínimo para o produtor”, pontuou..
 
A meta do Estado é ampliar em 216 mil hectares a área irrigada até 2030. Conforme dados do Plano ABC+ RS e apresentados no painel, cerca de 60% desse objetivo já foi alcançado. O engenheiro florestal da Seapi e coordenador do programa ABC+ RS Jackson Brilhante salientou que os sistemas irrigados contribuem para a adaptação às mudanças climáticas. “Eles permitem o cultivo contínuo do solo ao longo do ano, com cobertura permanente, o que aumenta o carbono no solo e melhora sua qualidade, viabilizando até três safras anuais”, explicou.
 
Pelo setor produtivo, o economista da Farsul Antonio da Luz destacou os reflexos econômicos da estratégia. Segundo ele, a maior segurança produtiva e a melhoria das condições do solo ampliam a renda dos produtores e fortalecem a agropecuária gaúcha.
 
Entre as ações do Estado está o programa Irriga RS, que incentiva a adoção de sistemas de irrigação por meio de subsídios. A fase atual prevê o pagamento de até 20% do valor do projeto, limitado a R$ 150 mil por produtor. As propostas podem ser encaminhadas até 30 de outubro de 2026, pelo site do Irriga+RS.
 
Com a ampliação da irrigação, o governo busca mitigar os efeitos da estiagem, aumentar a reserva de água, elevar a produtividade e aproximar o Rio Grande do Sul da autossuficiência na produção de grãos, especialmente de milho.

Texto: Elstor Hanzen/ Ascom Seapi
Foto: Laiz Flores/ SOP

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