Probabilidade de transição para El Niño é de 84,6% nos próximos meses

 

agrometeorologia

  • incidência de doenças, especialmente de origem fúngica e bacteriana. Nessa condição, recomenda-se intensificar o monitoramento fitossanitário, adotar espaçamentos adequados, favorecer a aeração do dossel e priorizar práticas que reduzam o tempo de permanência de água sobre a parte aérea;
  • Nos sistemas de cultivo em ambiente protegido, a menor exposição direta às chuvas constitui um fator favorável para a redução do molhamento foliar e, portanto, da incidência de doenças. Torna-se fundamental o manejo adequado da ventilação, com abertura e fechamento de estruturas, para controle da umidade relativa do ar e da temperatura interna. A variabilidade térmica prevista exige atenção tanto para períodos de temperaturas elevadas, que podem intensificar o estresse fisiológico, quanto para episódios de frio mais intenso, que podem comprometer o crescimento e o desenvolvimento das culturas;
  • A maior nebulosidade, associada ao aumento das chuvas, pode resultar em redução da radiação solar incidente, impactando especialmente sistemas protegidos e na produção de mudas, onde a luminosidade é fator crítico para a qualidade das plantas. Nesses casos, é importante ajustar o manejo, evitando excessos de irrigação e de adubação nitrogenada, que podem agravar problemas fitossanitários e comprometer a rusticidade das mudas.
FRUTICULTURA

  • Implantar ou manter a cobertura vegetal nos pomares de forma que esta proteja o solo e retenha a água;
  • Atentar para o monitoramento do acumulo de horas de frio no período visando o planejamento correto do manejo de quebra de dormência para o próximo ciclo, devido a oscilação térmica (possível acumulo não homogêneo de frio);
  • Atenção ao manejo fitossanitário pós-colheita para evitar reentrada de doenças em considerando os prognósticos de temperaturas e precipitação acima da média no trimestre;
  • Realizar adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada;
  • Evitar o excesso de adubação com nitrogênio, principalmente em macieiras e pessegueiros, para que não ocorra estímulo a brotações.
SILVICULTURA

  • Postergar os plantios de outono para meados a final de maio em diante, em função da melhor disponibilidade hídrica;
  • Manter o planejamento de plantios em áreas de ocorrência de geadas com prudência, porém em função da previsão de inverno menos intenso em termos de temperaturas, os riscos são menores.
FORRAGEIRAS E CONFORTO ANIMAL

O vazio forrageiro outonal coincide com o final de ciclo produtivo das pastagens de verão e com o momento da implantação das pastagens de inverno ou melhoramento do campo nativo com a técnica de sobressemeadura, para o qual indica-se:
  • Realizar a semeadura de forrageiras de inverno de ciclo longo, anuais ou perenes, o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada, evitando-se o manejo de solos encharcados;
  • Evitar a aplicação de ureia nas forrageiras em dias com previsão de alta precipitação pluviométrica;
  • Reduzir a carga animal em pastagens naturais, mantendo uma disponibilidade forrageira de no mínimo 8%;
  • Diferir potreiros com pastagens cultivadas de inverno e campo nativo, melhorado com sobressemeadura de espécies hibernais para permitir o reestabelecimento dessas espécies e acumular forragem para o período hibernal, respeitando uma altura mínima para o pastoreio de 15 a 18 cm;
  • Priorizar os melhores campos, preferencialmente diferidos ou cultivados, para as categorias animais em crescimento, como terneiros e terneiras desmamadas, novilhas de primeira-cria e fêmeas gestantes;
  • Utilizar sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária para novilhos em terminação, visando melhorar a produtividade do rebanho;
  • Embora o período seja caracterizado por temperaturas mais amenas que as registradas no verão, com a possibilidade de registros de ondas de calor, os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais nas estações de transição, como o outono, para adotar medidas que incluem fornecimento de sombra, ventilação e dieta adequadas, e monitorar, com frequência, o rebanho para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico.

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