Aproximar o produtor rural do conhecimento, das informações, da tecnologia testada e validada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural foi o motivo que levou a Cotrijal a criar a Expodireto, em 2000. De lá para cá, a feira se consolidou como umas das principais vitrines tecnológicas do agronegócio internacional, atraindo, anualmente, agricultores, pecuaristas e outros profissionais do campo de várias partes do Brasil e também de fora do país.
Na área de máquinas e equipamentos, os produtores encontram oportunidade para ver de perto e comparar as novas tecnologias oferecidas pelas indústrias, visando a concretização de negócios direto na feira ou também ao longo do ano.
João Pedro Blank, da Agroriza, de Santa Vitória do Palmar/RS, percorreu 725 quilômetros para estar no parque. O produtor estava de olho em uma semeadora e um pulverizador autopropelido. “Estamos prospectando negócios. Estamos em um momento em que precisamos ter cautela para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade da propriedade, já que os altos custos de produção combinados com preços baixos recebidos pelos produtos têm impactado a rentabilidade”, informou.
A propriedade cultiva cerca de 1,2 mil hectares de arroz e 500 hectares de soja, além de 600 hectares em sistema de integração lavoura-pecuária. “Já adquirimos na feira, em outros anos, implementos menores e componentes eletrônicos, como uma roçadeira e também monitores agrícolas, e agora estamos olhando também sistemas de nivelamento e suavização do solo, que reduzem a dependência da mão-de-obra, um dos outros gargalos no cultivo do arroz”, disse.
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