Esse mercado movimentou US$ 130,5 bilhões no mundo em 2021, segundo a consultoria Business Research Company, 7,7% mais do que em 2020
Nos quase dois anos convivendo com a covid-19, boa parte dos brasileiros mudou não apenas a forma de trabalhar, mas também a de abastecer a despensa. Buscando saúde e bem-estar, o consumidor comprou, ou quer comprar, mais bebidas funcionais.
Em linhas gerais, bebida funcional é um produto não alcoólico, com ingredientes que cumprem papéis específicos. Pode ser um suco rico em vitaminas e minerais, um leite com maior índice de proteína ou um café com mais cafeína. O consumidor bebe para melhorar a imunidade ou ter uma dose extra de energia, por exemplo.
Esse mercado movimentou US $130,5 bilhões no mundo em 2021, segundo a consultoria Business Research Company, 7,7% mais do que em 2020. A perspectiva é de que as vendas cheguem a US $173,2 bilhões em 2025.
Outro estudo, com dados do mercado brasileiro, mostra que essa demanda é crescente. Segundo a nova edição da pesquisa anual de tendências feita pela empresa de embalagens para alimentos e bebidas Tetra Pak, em que 2.300 brasileiros foram ouvidos, mais da metade (58%) aumentou o consumo de produtos que reforçam o sistema imunológico, outros 39% desejam fazer isso. E quase 60% manterão o volume de compra de produtos funcionais.
“Essa tendência por produtos mais funcionais vinha acontecendo, mas foi intensificada pelo cenário da covid, principalmente a busca por alimentos de imunidade”, diz Vivian Leite, diretora de marketing da Tetra Pak.
Quando se trata de bebidas funcionais, diz a executiva, o grande destaque é o suco. Na pesquisa, os sucos foram os mais citados entre as preferências, com 50% das respostas, produtos lácteos fermentados tiveram 37% e 31% citaram bebidas lácteas com alto valor de proteína, vitaminas e/ou cálcio.
Para os respondentes da pesquisa, o produto ideal para aumentar a imunidade deve ser: enriquecido com vitaminas, frutas cítricas, mel, zinco, fibras; livre de ingredientes artificiais; e causar sensação de energia. “O consumidor já tem uma noção boa do que pode trazer mais imunidade”, diz a diretora. Ela observa, no entanto, que o maior desafio é conseguir transmitir essas informações no rótulo do produto, cuja clareza foi um dos pontos citados como essenciais em um produto ideal.
A Tetra Pak não divulga resultados no Brasil. Em 2020, a operação global faturou 10,8 bilhões de euros. Os números de 2021 ainda não foram publicados pela companhia. A operação brasileira (segunda maior do grupo, atrás apenas da China) registrou em 2021 recuperação de algumas categorias, vendendo mais embalagens para sucos e água de coco, que foram produtos muito afetados durante 2020, disse a diretora.
Leites, que tinham crescido fortemente durante o primeiro ano da pandemia, agora têm leve retração. “Começamos a ver alguma queda, muito ligada à questão de preços, que subiram.” (Valor Econômico)
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Conforme demonstrado no gráfico 4, a competitividade dos produtos importados vem perdendo força desde a segunda quinzena de setembro. Apesar da leve correção nos preços no último leilão de 2021, os resultados das negociações do evento 299 da plataforma Global Dairy Trade (GDT) apresentaram um novo aumento nos valores dos lácteos: +0,3% em relação ao último evento, com o preço médio fechando em US$ 4.247/tonelada.
Os valores no mercado internacional elevados, associados a uma taxa de câmbio que tem se mantido alta no país (R$ 5,67 em 04/01) e preços dos produtos lácteos no mercado interno não apresentando melhoras devido a uma demanda fragilizada, evidencia um cenário desfavorável para importações, que foi observado no mês de dezembro e tende a se manter para os próximos meses.
Além disso, contratos fechados nos meses anteriores, que serão entregues nos próximos meses, deverão refletir no saldo da balança de janeiro e fevereiro – com exportações se sustentando e baixo volume importado.
Mantendo-se esse cenário, as importações nos próximos meses tendem a ser menores, e mantém-se a oportunidade de janela de exportação para os produtos lácteos brasileiros.
Entretanto, um entrave que pode vir a causar problemas logísticos (além dos problemas sanitários) é o avanço da Covid-19 no mundo, que pode gerar uma diminuição nas rotas marítimas, prejudicando as exportações. O mundo já vem enfrentando há um tempo problemas logísticos, que vem dificultando o escoamento dos produtos e um agravamento da pandemia pode fortalecer essas adversidades. (Milkpoint)
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