Vigilância em Saúde alerta sobre
novas doenças transmitidas pelo Aedes
aegypti
Nos últimos meses diversos
estados brasileiros tem emitido alerta sobre focos do Aedes aegypti e ainda um número
crescente de casos de doenças transmitidas pelo mosquito. No município
de Cruz Alta a secretaria municipal de saúde realizou o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) no mês
de novembro com objetivo de obter a
estimativa da infestação pelo mosquito da dengue.
De
acordo com a Coordenadora Municipal da Vigilância em Saúde, Carla Ravazi, essa amostragem deve ser realizada através de um mapeamento das residências
em grupos territoriais de 2500 a 12000
imóveis. “Essa é uma ferramenta fundamental para direcionamento e intensificação
das ações em combate aos criadouros nas diferentes regiões do município.
O LIRAa foi realizado na área urbana, as inspeções foram
realizadas através de uma escolha aleatória pelo programa, o qual sorteou as
localidades e as casas a serem vistoriadas, por isso, nem todas foram visitadas
pelos Agentes Ambientais. “Nesta inspeção coletamos apenas de amostras com
larvas e pupas. Cada amostra identificou um criadouro, assim o resultado do LIRAa no segundo semestre de 2015 foi considerado
médio ou seja, sinalizando atenção redobrada, pois, o verão está próximo
sendo neste período favorável para a multiplicação do Aedes aegypti pois, quando
as temperaturas ficam mais elevadas e com as chuvas frequentes que o índice de
infestação aumenta muito”, explica Carla.
A
Coordenadora chama atenção para o elevado aumento de depósitos com água em
todos os bairros do município, pelo acumulo de lixo em terrenos baldios
e no fundo dos pátios das residências. “Dados preocupantes devido a chegada de
outras doenças transmitidas pelo Aedes além da dengue”, observa. Nos últimos meses, o país passou a registrar casos de duas “primas” da
dengue. Elas atendem pelos nomes exóticos de Chikungunya e Zika, são
transmitidas pelo mesmo mosquito e têm alguns sintomas semelhantes.
Dengue: O vírus da dengue é transmitido
pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são febre alta (geralmente
dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração,
fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o
doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos
persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos
extremos, a dengue pode matar. As recomendações são ficar de repouso e ingerir
bastante líquido.
Chikungunya: A origem do nome Chikungunya é
africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos
doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações. É
transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes
albopictus (presente em áreas rurais). O principal sintoma é a dor nas
articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue.
Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de
cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. É preciso ficar de repouso
e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico
(AAS) devido ao risco de hemorragia.
Zika: O vírus não é tão forte quanto o
da dengue ou da Chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os
sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e
manchas no corpo. Quem é infectado pelo Zika também pode apresentar diarreia e
sinais de conjuntivite. Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em
repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não
contenham AAS.
Caso apareçam alguns destes sintomas é importante procurar um médico.
Com base ao que
está acontecendo no nordeste, os casos de Microcefalia relacionados ao Zika/vírus,
a possíveis casos de Dengue e Chikungunya a Vigilância em Saúde/Vigilância Ambiental salienta
que a população de Cruz Alta redobre os cuidados em suas residências tendo como mediadas preventivas:
Ø O armazenamento de lixo em sacos plásticos fechados;
Ø Manter a caixa d’água
completamente vedada;
Ø Não deixar água acumulada em
calhas e coletores de águas pluviais;
Ø Recolher recipientes que possam
ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus,
conservando-os guardados e ou tampados;
Ø Encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de
piscinas e espelhos d’água com cloro são ações fundamentais e contribuem para
evitar a disseminação do vírus transmissor das doenças.

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