Justiça tenta penhorar bens de Marcelinho Carioca por dívida de R$ 705 mil

 

Instagram/Batista Central de Brasília


Ex-jogador foi condenado a indenizar os pais de adolescente que morreu após ser pisoteado por um cavalo em 1998; ordem judicial prevê arrombamento e apoio policial para cumprir a penhora.

Data: 16 de outubro de 2026
Editor: Cassiano Cortez — Correio Gaúcho

A Justiça de São Paulo tenta localizar bens do ex-jogador Marcelinho Carioca para garantir o pagamento de uma indenização de aproximadamente R$ 705 mil aos pais de um adolescente que morreu em 1998, aos 17 anos, após ser pisoteado por um cavalo em um sítio ligado ao ex-atleta.

Segundo reportagem da TMC, publicada nesta sexta-feira (16), a execução judicial busca a penhora de veículos. A medida foi determinada no âmbito de um processo que se arrasta há quase três décadas e cuja condenação já não admite novos recursos.

Justiça autorizou arrombamento e apoio policial

De acordo com as informações divulgadas, o juiz responsável pelo caso autorizou o arrombamento, se necessário, e o apoio policial para viabilizar o cumprimento da ordem de penhora.

Oficiais de Justiça fizeram diligências em 31 de agosto e 25 de setembro, mas não conseguiram localizar Marcelinho Carioca. Consultas aos sistemas judiciais também não teriam identificado bens suficientes registrados em nome do ex-jogador. Foram encontradas contas bancárias sem saldo, segundo a reportagem.

A autorização é uma medida para permitir o cumprimento da decisão patrimonial. Não se trata de uma ordem de prisão contra o ex-atleta.

Adolescente morreu em acidente no sítio

O caso envolve Cristiano Donizeti, que tinha 17 anos quando morreu após ser pisoteado por um cavalo na propriedade, em 1998.

A ação judicial discutiu as condições em que o adolescente realizava atividades relacionadas ao manejo de animais. A sentença de primeira instância apontou falta de experiência do jovem e estrutura inadequada para a execução do trabalho.

Marcelinho não estava presente no momento do acidente, mas foi responsabilizado civilmente. A condenação foi mantida nas instâncias seguintes, segundo as reportagens sobre o processo.

Indenização aumentou ao longo dos anos

A indenização inicialmente fixada em R$ 100 mil aumentou com a atualização monetária e os encargos incidentes ao longo do tempo. O valor informado atualmente é de aproximadamente R$ 705 mil.

Os pais de Cristiano, Servio Machado e Pedra Batista, buscam receber a quantia reconhecida judicialmente. Em 2024, imóveis ligados ao ex-jogador também foram identificados em procedimentos relacionados a dívidas condominiais, e a família tentou obter recursos por meio da penhora desses bens.

Até a publicação da reportagem da TMC, o casal ainda não havia recebido integralmente a indenização.

O que acontece agora?

A Justiça poderá realizar novas diligências para localizar os veículos e outros bens passíveis de penhora. Caso sejam encontrados ativos que possam responder pela dívida, eles poderão ser utilizados para buscar o pagamento, conforme as determinações judiciais.

O caso também voltou a chamar atenção para a dificuldade de executar decisões judiciais quando não são localizados bens disponíveis para satisfazer uma obrigação reconhecida pela Justiça.

Fontes:

Editor: Cassiano Cortez — Correio Gaúcho

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