Homem morre em motel no interior de SP; polícia investiga e pastor teria fugido após derrubar portão

 


Foto: Reprodução/ND Mais

 Fabrício Augusto das Neves, de 33 anos, foi encontrado caído em uma suíte de Catanduva. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, enquanto imagens de segurança e depoimentos ajudam a reconstruir os acontecimentos.

Editor: Cassiano Cortez — Correio Gaúcho

Data de publicação: 16 de outubro de 2026

A Polícia Civil investiga a morte de um homem de 33 anos encontrado em um motel de Catanduva, no interior de São Paulo. A vítima, identificada como Fabrício Augusto das Neves, estava no estabelecimento com a namorada, de 26 anos, e um homem de 47 anos identificado nos relatos policiais como pastor.

O caso ocorreu em outubro e foi registrado como morte suspeita. Até as informações divulgadas em 16 de outubro, a causa do óbito ainda dependia dos exames médico-legais.

Segundo informações publicadas por veículos de imprensa com base no boletim de ocorrência, o trio chegou ao motel por volta das 17h50. Durante a permanência no local, teria ocorrido um desentendimento. A investigação também apura suspeitas de consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes.

Mulher relatou ter encontrado o namorado caído

Em depoimento, a mulher contou que saiu da suíte após um desentendimento e foi aguardar na garagem privativa. Pouco depois, ouviu um barulho de vidro quebrando e retornou ao quarto.

Ao entrar, encontrou Fabrício caído no chão. Conforme os relatos publicados, o outro homem tentava reanimá-lo, jogando água e refrigerante sobre seu corpo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Os socorristas realizaram manobras de reanimação, mas a morte foi constatada no local.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde o exame necroscópico deverá ajudar a esclarecer a causa da morte.

Pastor teria derrubado portão para deixar o motel

Outro ponto da ocorrência é a saída do homem apontado como pastor. Conforme informações divulgadas pela imprensa, ele tentou deixar o estabelecimento e teria sido impedido pelos funcionários enquanto a situação na suíte ainda estava em andamento.

Segundo os relatos, o homem acelerou o veículo contra o portão de saída, derrubando a estrutura, e deixou o local. A ocorrência também envolve a apuração de possíveis danos ao patrimônio do motel e de uma saída sem o pagamento integral das despesas.

As imagens do sistema de monitoramento e os depoimentos dos funcionários fazem parte dos elementos utilizados para reconstituir a sequência dos fatos.

Polícia apura intervalo antes do pedido de socorro

A investigação também busca esclarecer a cronologia dos acontecimentos, incluindo o intervalo entre a saída do veículo do homem apontado como pastor e o momento em que a mulher procurou a recepção para pedir ajuda.

Esse intervalo, mencionado em reportagens sobre o caso, é um dos pontos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades. Por si só, porém, não comprova responsabilidade pela morte nem permite concluir o que aconteceu durante esse período.

A polícia também apura a possível presença de drogas no quarto e se houve alteração da cena antes da chegada das equipes. Essas hipóteses permanecem sob investigação e não devem ser tratadas como fatos definitivamente comprovados.

Causa da morte ainda precisa ser esclarecida

O registro como morte suspeita significa que as circunstâncias do óbito precisam ser investigadas. A causa médica da morte e uma eventual relação com os acontecimentos na suíte dependem dos exames periciais e das demais diligências.

Até a última atualização consultada, não havia conclusão pública que permitisse afirmar que a morte foi provocada por uma ação criminosa. A responsabilização de qualquer pessoa depende da apuração e das provas reunidas pelas autoridades.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo.

Fontes

Correio Gaúcho — Segurança

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