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| Créditos: Globo news |
Segundo turno terá confronto entre PL e PT em 25 de outubro; discursos após a apuração reuniram diferentes grupos políticos e nomes centrais das duas campanhas
Por Cassiano Cortez | Editor — Correio Gaúcho
A eleição presidencial de 2026 entrou oficialmente em uma nova fase. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e disputarão a Presidência da República no dia 25 de outubro.
Com praticamente todas as urnas apuradas, Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
Os discursos feitos depois da apuração também chamaram atenção pela composição dos grupos que cercaram os dois candidatos.
Quem estava ao lado de Flávio Bolsonaro
No pronunciamento realizado após a confirmação do segundo turno, Flávio Bolsonaro apareceu acompanhado por nomes que tiveram participação importante em sua campanha.
Entre eles estavam Daniella Marques, coordenadora da agenda econômica da candidatura, o senador Rogério Marinho (PL), coordenador político da campanha, sua esposa Fernanda Bolsonaro e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).
Rogério Marinho também é apontado como um dos principais articuladores políticos da candidatura e concorreu ao Senado em 2026.
Daniella Marques, que comandou a Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, assumiu papel ligado à área econômica da campanha.
Durante a noite de apuração, o ambiente no grupo de Flávio foi marcado por comemorações. Segundo a Folha, familiares, aliados e integrantes da campanha acompanharam a contagem dos votos em Brasília, com manifestações de apoio ao candidato.
A fala de Flávio depois do resultado
Após a confirmação de que disputaria o segundo turno, Flávio agradeceu os eleitores e afirmou que pretendia manter o ritmo de campanha nas semanas seguintes.
O candidato também associou seu resultado à ideia de mudança política e mencionou a possibilidade de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal caso seja eleito. Essas declarações foram posteriormente analisadas pela Agência Lupa, que apontou erros ou distorções em parte das falas econômicas e políticas feitas pelos dois candidatos naquela noite.
Quem estava ao lado de Lula
No pronunciamento de Lula, a composição do grupo era mais ampla e reunia integrantes do governo, dirigentes partidários, aliados políticos e nomes que participaram diretamente da campanha.
Entre os presentes estavam a primeira-dama Janja Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Saúde Alexandre Padilha, o presidente do BNDES Aloizio Mercadante, o presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, além do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Também apareceram Fernando Haddad, Marina Silva, Simone Tebet, Márcio Elias Rosa e outros integrantes da equipe política e administrativa do governo.
A presença de Haddad ganhou atenção porque ele havia disputado o governo de São Paulo e foi derrotado no primeiro turno pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Lula admite que esperava vencer no primeiro turno
Depois do resultado, Lula reconheceu que esperava conseguir a vitória já na primeira etapa da eleição.
O presidente afirmou que ainda havia cerca de três semanas de campanha e passou a defender uma mobilização maior dos eleitores que não compareceram às urnas.
A abstenção foi de aproximadamente 33,4 milhões de eleitores, equivalente a 21,08% do eleitorado, segundo os dados divulgados após o primeiro turno.
A estratégia petista para o segundo turno inclui buscar votos entre os eleitores que não participaram da primeira votação e ampliar o diálogo com segmentos do eleitorado que não estão identificados com o PT.
Tarcísio entra no radar de Flávio
Um dos primeiros movimentos políticos após o resultado foi o encontro entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
O governador reeleito de São Paulo declarou que colocaria sua estrutura política à disposição da candidatura de Flávio e indicou que pretende atuar nas conversas com partidos que não haviam apoiado o senador no primeiro turno.
São Paulo é especialmente relevante na disputa porque Flávio venceu no estado, mas Lula terminou à frente na capital paulista.
A aproximação com Tarcísio também coloca São Paulo no centro das articulações para a segunda etapa da eleição.
O que muda no segundo turno
Com apenas dois candidatos na disputa, a campanha passa a ter como principal desafio conquistar os votos dos candidatos eliminados no primeiro turno, além de buscar os eleitores que não compareceram às urnas.
Flávio terá de ampliar sua capacidade de diálogo com diferentes setores da direita e com partidos que ficaram neutros na primeira etapa.
Lula, por sua vez, terá de ampliar sua votação fora de sua base tradicional e tentar reduzir a abstenção.
O resultado do primeiro turno mostra uma disputa numericamente estreita: 47,03% para Flávio e 45,16% para Lula, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.
Uma eleição novamente polarizada
O confronto de 25 de outubro coloca novamente PT e campo bolsonarista frente a frente em uma eleição presidencial.
A diferença desta vez está nos protagonistas. Em 2026, Flávio Bolsonaro ocupa o lugar do principal candidato ligado à família Bolsonaro na disputa presidencial, enquanto Lula busca um novo mandato.
O segundo turno será realizado em 25 de outubro, conforme o calendário eleitoral e a confirmação do TSE.
Fontes
Tribunal Superior Eleitoral — resultados do primeiro turno e definição do segundo turno.
UOL — articulações de Flávio, Lula e Tarcísio após o primeiro turno.
Folha de S.Paulo — bastidores da apuração e composição do grupo de Flávio.
Agência Lupa — checagem das declarações de Flávio Bolsonaro e Lula após a apuração.
g1/GloboNews — composição dos grupos que acompanharam os discursos dos candidatos.
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