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Uma pessoa morreu, quatro estão desaparecidas e mais de 485 mil foram afetadas pelas tempestades; Defesa Civil alerta para novos temporais, granizo, ventos fortes e risco de inundação
O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de forte instabilidade meteorológica, com tempestades que já provocaram mortes, desaparecimentos, destelhamentos, quedas de árvores e postes, falta de energia e danos em dezenas de municípios.
Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual nesta segunda-feira (21), foram registradas 122 ocorrências relacionadas às chuvas e aos fortes ventos em 119 municípios gaúchos desde sexta-feira (18).
Até o momento, uma pessoa morreu, quatro estão desaparecidas e outras três ficaram feridas. Mais de 485 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos. O levantamento aponta ainda 101 pessoas desabrigadas e 701 desalojadas.
Mortes e desaparecimentos
Em Pelotas, um motociclista morreu depois de ser atingido pela queda de fios de alta tensão durante o temporal. O município registrou fortes rajadas de vento, destelhamentos, queda de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia.
Em Caxias do Sul, quatro pessoas estão desaparecidas após ocorrências provocadas pela força da água. Três delas estavam em um veículo arrastado pela enxurrada. Um homem foi resgatado, mas permanecem desaparecidos um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos.
Outro homem também desapareceu na cidade enquanto realizava a limpeza de uma galeria.
As equipes de resgate seguem mobilizadas nas áreas atingidas.
Chuva pode passar dos 200 milímetros
O alerta permanece porque a instabilidade ainda não terminou.
De acordo com a Defesa Civil, áreas do Norte, Vales e Serra podem receber entre 50 e 80 milímetros de chuva em apenas 12 horas, além dos volumes que já foram registrados.
Com isso, os acumulados de todo o episódio podem superar 200 milímetros em algumas regiões.
O cenário aumenta a preocupação principalmente em locais onde o solo já está saturado e os rios e arroios apresentam elevação.
Rios entram no radar
A Defesa Civil também monitora a situação hidrológica do Estado.
Há registros de elevação significativa de arroios e rios na região hidrográfica do Guaíba, com possibilidade de alagamentos, enxurradas e extravasamento.
Também há indicação de risco de inundação em trechos dos rios Jacuí, Taquari, Caí, Paranhana e Sinos.
A orientação é para que moradores de áreas próximas a rios e encostas acompanhem os alertas oficiais e evitem deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa.
Vento forte e granizo
A instabilidade também pode provocar granizo, inclusive de tamanho grande, e rajadas de vento que podem superar 90 km/h, especialmente em áreas do Noroeste, Norte e Nordeste do Estado.
A combinação de chuva volumosa, vento e solo encharcado aumenta o risco de queda de árvores, postes, estruturas e interrupções no trânsito.
Estradas, casas e serviços afetados
Os temporais provocaram danos em estruturas urbanas e rurais, além de interrupções no fornecimento de energia.
Segundo o balanço estadual, 27 escolas e sete estabelecimentos de saúde foram atingidos pelos eventos climáticos dos últimos dias.
Em diversas cidades, equipes municipais trabalham na retirada de árvores, recuperação de vias e atendimento às famílias atingidas.
⚠️ Alerta continua
O Rio Grande do Sul permanece em estado de atenção diante da possibilidade de novas tempestades.
A recomendação das autoridades é evitar áreas alagadas, não atravessar ruas ou pontes cobertas pela água e procurar abrigo seguro durante tempestades com vento e granizo.
Em áreas de encosta, sinais como rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes, estalos, movimentação de muros e alterações no terreno devem ser tratados como sinais de possível deslizamento. A Defesa Civil emitiu alertas de risco moderado para deslizamentos pontuais em municípios como Arroio do Meio, Lajeado e Rolante.
O cenário ainda é de atenção no Estado, e novas ocorrências podem ser registradas nas próximas horas.
Fonte: Defesa Civil do Rio Grande do Sul e Agência Brasil.

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