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| Foto: Divulgação |
Baixa absorção do nutriente pelos cultivos preocupa especialistas e impulsiona novas tecnologias para reduzir perdas e melhorar a eficiência da adubação.
O enxofre deixou de ser visto como um nutriente complementar e passou a ocupar posição estratégica na agricultura brasileira. Com menos de 40% do enxofre aplicado sendo efetivamente absorvido pelas plantas, produtores e pesquisadores buscam soluções para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência da adubação e garantir maiores índices de produtividade nas lavouras. O desafio é ainda maior porque grande parte dos solos brasileiros apresenta deficiência do nutriente. Além disso, as perdas por lixiviação — quando o enxofre é carregado pela água para camadas mais profundas do solo — reduzem sua disponibilidade justamente nos períodos de maior necessidade das culturas. Segundo a engenheira agrônoma Lauren Menandro, gerente de Produtos de Solo da ICL, o debate sobre o manejo do enxofre mudou significativamente nos últimos anos.
Nutriente influencia diretamente a produtividadeO enxofre participa de processos fundamentais para o desenvolvimento das plantas. Ele atua na síntese de proteínas, na ativação de enzimas, na fixação biológica de nitrogênio e em diversas reações metabólicas essenciais para o crescimento das culturas. Com o avanço da genética agrícola e o aumento do potencial produtivo das variedades modernas, a demanda por nutrientes também cresceu. Isso tornou o manejo nutricional muito mais técnico, exigindo fertilizantes e tecnologias capazes de elevar o aproveitamento do enxofre pelas plantas. Outro fator que aumenta a preocupação do setor é a pressão sobre a oferta mundial do nutriente e a volatilidade dos preços, o que reforça a necessidade de utilizar cada aplicação de forma mais eficiente. Tecnologia ganha espaço nas propriedadesEmpresas do setor de fertilizantes têm investido em novas formulações e tecnologias que favorecem uma distribuição mais uniforme do enxofre no solo e reduzem as perdas provocadas pelas chuvas. Especialistas afirmam que o manejo correto do nutriente pode representar ganhos importantes na produtividade, na qualidade das culturas e na rentabilidade das propriedades rurais, tornando-se um aliado estratégico para o agronegócio brasileiro. Com custos de produção elevados e margens cada vez mais apertadas, aumentar a eficiência da adubação deixou de ser apenas uma vantagem competitiva e passou a ser uma necessidade para quem busca maior sustentabilidade e melhores resultados no campo. Fonte: ICL Brasil (Informações da engenheira agrônoma Lauren Menandro, gerente de Produtos de Solo da empresa). Cassiano Cortez – Correio Gaúcho |

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