PECUÁRIA-Pesquisador da Seapi fala sobre resistência a carrapaticidas em encontro da SBBq

 

oto: divulgação SBBq - Legenda: Prof. Guilherme Klafke, (IPVDF/Seapi), à esquerda, com Prof. Vincent Corbel (IRD-França), Dr. Fernando Genta (Fiocruz-RJ), Profa. Leen Delang (KU Leuven, Bélgica), Dr. Paulo Cançado (Embrapa-MS).


Pesquisador da Seapi fala sobre resistência a carrapaticidas em encontro da SBBq - Guilherme M. Klafke, do IPVDF, está participando do encontro em Águas de Lindóia/SP

O pesquisador Guilherme M. Klafke, do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), participou na manhã de hoje (18/5) da mesa-redonda “Avanços Recentes em Entomologia Molecular”, em Águas de Lindóia/SP, durante a 55ª reunião da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq). O encontro segue até amanhã (19/5).

Klafke falou sobre os “Marcadores Moleculares da Resistência a Carrapaticidas em Carrapatos: Avanços, Limitações e os Desafios para sua Aplicação no Diagnóstico”, abordando os avanços e os desafios no uso de marcadores moleculares para compreender a resistência do carrapato bovino (Rhipicephalus microplus) aos carrapaticidas.

O carrapato bovino é um dos principais parasitos da pecuária em regiões tropicais e subtropicais, causando prejuízos por sua ação direta sobre os animais e também pela transmissão de agentes responsáveis pela tristeza parasitária bovina. O controle ainda depende, em grande parte, do uso de carrapaticidas químicos. No entanto, o uso frequente desses produtos favorece a seleção de populações resistentes, tornando o manejo do carrapato cada vez mais complexo.

A palestra mostrou a importância de compreender a resistência como um fenômeno evolutivo e multifatorial. Embora os avanços em biologia molecular tenham permitido identificar mutações e mecanismos associados à resistência, ainda existem limitações importantes para transformar esses achados em testes moleculares de diagnóstico amplamente aplicáveis. Em muitos casos, populações resistentes de diferentes regiões podem apresentar variantes genéticas distintas, e um único marcador molecular nem sempre é suficiente para explicar o fenótipo de resistência observado no campo.

Segundo Klafke, a mensagem principal da apresentação foi de que as ferramentas moleculares são fundamentais para ampliar o entendimento sobre a resistência, mas devem ser integradas aos testes laboratoriais fenotípicos já utilizados na rotina de diagnóstico.

“O diagnóstico laboratorial continua sendo essencial para orientar o uso racional dos carrapaticidas. Ao mesmo tempo, as ferramentas modernas de genômica podem nos ajudar a entender melhor como a resistência surge, se espalha e se mantém nas populações de carrapatos. A integração entre vigilância genômica, bioensaios laboratoriais e dados de campo é o caminho mais promissor para fortalecer o controle do carrapato bovino”, destacou o pesquisador.

O IPVDF mantém uma longa trajetória no diagnóstico da resistência a carrapaticidas e no apoio técnico a veterinários, produtores e ao serviço veterinário oficial. Atualmente, o Centro segue desenvolvendo estudos voltados ao aprimoramento dos métodos laboratoriais, à vigilância da resistência e à aplicação de novas abordagens genômicas para subsidiar estratégias mais sustentáveis de controle do carrapato bovino no Rio Grande do Sul e em colaboração com instituições nacionais e internacionais.

texto: Ascom Seapi
foto: divulgação SBBq - Legenda: Prof. Guilherme Klafke, (IPVDF/Seapi), à esquerda, com Prof. Vincent Corbel (IRD-França), Dr. Fernando Genta (Fiocruz-RJ), Profa. Leen Delang (KU Leuven, Bélgica), Dr. Paulo Cançado (Embrapa-MS).

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