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| Foto: Pixabay |
A busca por mais eficiência, qualidade e competitividade tem impulsionado a inovação na cadeia leiteira de Ijuí e região, movimento que reflete uma tendência mais ampla, que acontece em todo o Rio Grande do Sul. Para o JM, o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e vice-coordenador do Conseleite RS, Darlan Palharini, explica que houveram diversos
Na avaliação de Palharini, o nível de inovação da cadeia leiteira gaúcha é muito positivo, mas ainda existem diversas desigualdades no que diz respeito ao acesso e aplicação prática de novas tecnologias.
Segundo o secretário, a grande maioria das propriedades médias e grandes do Estado já incorporaram tecnologias e equipamentos mais modernos. No entanto, por outro lado, um número significativo de pequenas propriedades ainda enfrenta dificuldades para implementar estes recursos, principalmente por causa das limitações financeiras.
A garantia de acesso às novas tecnologias para os pequenos produtores é um dos principais pontos de atenção para o futuro. Nesse contexto, Palharini destaca que, embora ainda existam desafios a serem superados, o avanço, nos últimos anos, tem ocorrido de forma gradual e constante. “Ainda estão faltando algumas outras questões para que possamos nos comparar a países de primeiro mundo em questão de inovação, mas é um caminho que, apesar de ser lento, é contínuo”, afirma.
Entre as áreas que mais demandam investimentos atualmente, Palharini destaca o melhoramento genético do rebanho como um dos principais caminhos para aumentar a produtividade da cadeia leiteira do Rio Grande do Sul. “E essa produtividade é realmente fundamental para que a gente possa ser mais competitivo”, diz. Segundo ele, a qualidade do leite, com maior teor de sólidos e gordura, impacta diretamente o retorno financeiro obtido pelo produtor e a eficiência industrial.
Outra demanda interessante diz respeito à sucessão no meio rural. O secretário destaca que diversos produtores têm investido em novos equipamentos e tecnologias para reduzir o desgaste físico associado à atividade. Para ele, essa maior facilidade no trabalho é um importante fator que motiva filhos de produtores a permanecerem no meio, garantindo a continuidade dos negócios.
Por fim, apesar dos benefícios que a implementação de novas tecnologias traz ao campo, o secretário explica que ainda existem diversos desafios que são enfrentados pelos produtores que desejam inovar. O principal deles, segundo Palharini, diz respeito à questão financeira, mais especificamente ao alto custo do crédito.
“Nós temos um custo financeiro, hoje, em torno de 18% a 20% ao ano para investimentos maiores, já que a nossa taxa Selic está em 14,75%. Isso acaba gerando muita dificuldade para que os produtores realizem grandes investimentos, já que eles precisarão ter uma taxa de retorno muito boa para conseguir pagar os fi nanciamentos”, explica. Este poder financeiro reduzido dos produtores também impacta a indústria do ramo, que acaba diminuindo seus investimentos na pesquisa e no desenvolvimento de novos produtos. (Jornal da Manhã)
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FAO alerta para risco de inflação de alimentos
Os navios que transportam insumos agrícolas terão que começar a atravessar o Estreito de Ormuz o mais rápido possível para evitar o risco de uma disparada na inflação global dos alimentos ainda neste ano, o que poderia desencadear uma série de efeitos semelhantes aos da crise da pandemia de covid-19. O alerta foi feito por representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“O tempo está se esgotando, e os calendários de safras colocam os países mais pobres em maior risco de escassez e alto custo de fertilizantes e insumos energéticos”, afirmou o economista-chefe da FAO, Maximo Torero, em um podcast produzido pela entidade.
Entre 20% e 45% das exportações de insumos usados na agricultura no mundo passam pelo Estreito de Ormuz, segundo a FAO.
“A última coisa que queremos é uma menor produtividade agrícola e preços mais altos das commodities e inflação de alimentos no próximo ano”, acrescentou Torero, observando que a continuidade do bloqueio forçaria os países a implementar políticas para reduzir os preços dos alimentos. Isso acarretaria aumento das taxas de juros e, consequentemente, um potencial crescimento econômico mais lento em todo o mundo.
O último Índice de Preços de Alimentos da FAO, referente a março, mostrou-se relativamente estável graças à ampla oferta da maioria das commodities alimentares, especialmente cereais.
Porém a FAO alertou que a pressão sobre o índice está aumentando em abril e se intensificará em maio, à medida que os agricultores tomarem decisões sobre se devem ou não mudar as opções de plantio para se adaptarem à disponibilidade de fertilizantes. Ou se devem alocar mais terras e recursos para biocombustíveis para se beneficiarem dos preços mais altos do petróleo, mas restringindo a oferta global de alimentos.
“Estamos em uma crise de insumos; não queremos que se torne uma catástrofe”, disse David Laborde, diretor da Divisão de Economia Agroalimentar da FAO, que participou do podcast.
Segundo a FAO, os riscos para a produção de alimentos são consideravelmente maiores do que em 2022, e as condições estão presentes para uma “tempestade perfeita” caso a situação atual seja também afetada por um El Niño forte, que rivalize ou supere a crise da pandemia. (Valor Econômico)

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