Foi em maio de 2019, centenário da pesquisa agropecuária gaúcha, que o Comunicado Agrometeorológico começou a ser publicado. Seis anos depois, a publicação mensal apresenta o seu legado em um número especial, em que celebra sua centésima edição.
“Os Comunicados Agrometeorológicos surgiram da necessidade e, por vezes, da dificuldade em se acessar os dados meteorológicos das redes de estações disponíveis para obtenção de uma análise em nível estadual. Buscou-se tornar essas informações públicas, de modo a atender também os demais setores da sociedade, que passaram a ter acesso gratuito a uma publicação, do tipo resumo avaliativo, das condições meteorológicas ocorridas e os impactos destas na produção agropecuária”, conta a pesquisadora Loana Cardoso.
A publicação é uma iniciativa do Laboratório de Agrometeorologia e Climatologia Agrícola (LACA) e do Grupo de Estudos em Biometeorologia aplicada na Produção Animal (BIOMETEORO) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
A centésima edição traça a trajetória da Agrometeorologia no Estado, contando a história e importância dos Comunicados Agrometeorológicos e Biometeorológicos. Na sequência, apresenta o compilado de dados agrometeorológicos e biometeorológicos produzidos nos últimos seis anos.
“Temos as médias de precipitação pluvial de 2020 a 2025 no Rio Grande do Sul, além de como foi a evolução da fenologia de culturas de primavera-verão (soja) e outono-inverno (trigo) nesse período. Apresentamos também a análise, a cada estação do ano, do estresse térmico calórico em bovinos de leite nesses seis anos”, detalha a pesquisadora.
Os Comunicados Agrometeorológicos e Biometeorológicos vem contribuindo para o acompanhamento e orientação das atividades agropecuárias gaúchas, ao disponibilizar informações integradas e relevantes para os diferentes setores produtivos do estado. “São ferramentas importantes para a condução de uma agropecuária com sustentabilidade, resiliência e rentabilidade”, conclui Loana.

0 Comentários