Um mês depois, agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço e perde espaço nos EUA

Rebanho - Crédito Divulgação


 Entidade aponta tendência de maior rigor sanitário e acompanha iniciativa da Secretaria da Agricultura no RS


A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende o avanço da rastreabilidade bovina e avalia que o sistema deve ganhar peso nas exigências feitas por compradores da carne brasileira no mercado internacional. A entidade acompanha a iniciativa conduzida pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul para ampliar esse controle nos rebanhos.

O vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, afirma que alguns mercados compradores da carne brasileira já vêm adotando esse tipo de exigência. “Eles estão vendo com muito bons olhos todo esse projeto que está sendo desenvolvido aqui pelo Estado do Rio Grande do Sul, uma parceria da Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também faz parte, e vem apoiando bastante todo esse movimento”, destaca.

A rastreabilidade bovina permite acompanhar o histórico de cada animal, do nascimento ao abate, e é apontada pelo setor como ferramenta de controle sanitário e de transparência na cadeia produtiva. O sistema envolve a identificação individual dos bovinos e o registro de informações como origem, vacinação, alimentação e movimentações.

Esse controle atende a exigências sanitárias de mercados importadores e também contribui para respostas mais rápidas em casos de surtos sanitários. Apesar disso, a adoção do sistema ainda enfrenta entraves, especialmente entre pequenos e médios produtores, que relatam custos elevados e dificuldades de adaptação às tecnologias exigidas.

Martins afirma que a rastreabilidade deixou de ser tratada como item secundário e passou a ser necessidade do setor. “A rastreabilidade está diretamente relacionada hoje não só com a biosseguridade, mas também com a garantia da segurança alimentar e sanitária da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua.

O dirigente reforça que a Febrac acompanha o projeto conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) no Estado. “Inclusive apoiamos de maneira bastante importante um projeto piloto que já está em desenvolvimento por parte da Secretaria em alguns rebanhos no Rio Grande do Sul”, conclui.

Foto: Divulgação
Texto: Artur Chagas/AgroEffective

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