CNA apresenta proposta de nova Lei do Agro Texto foi discutido em reunião da Câmara Temática de Modernização do Crédito

 


Texto foi discutido em reunião da Câmara Temática de Modernização do Crédito

 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, na quinta (19), a proposta de uma nova Lei do Agro durante reunião da Câmara Temática de Modernização do Crédito (Modercred), do Ministério da Agricultura.

O primeiro encontro do ano reuniu representantes do governo, do setor produtivo e do sistema financeiro para discutir o aprimoramento dos instrumentos de financiamento ao agro.

A proposta da Lei do Agro foi apresentada pelo consultor da CNA José Angelo Mazzillo. O texto elaborado ao longo dos últimos meses, em conjunto com as entidades da Modercred e agentes do mercado, propõe ajustes pontuais na legislação de crédito rural e em normas similares.

O objetivo é aprimorar o funcionamento do mercado de financiamento, ampliar o acesso dos produtores a diferentes fontes de recursos e tornar o ambiente de negócios mais eficiente, com mais previsibilidade jurídica.

Segundo o presidente da Câmara e assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, o conjunto de propostas tem como objetivo assegurar a continuidade e a evolução do mercado de crédito ao produtor rural.

“As mudanças visam ampliar as possibilidades de financiamento, tanto por meio de instrumentos tradicionais, quanto pelo mercado de capitais. A proposta será encaminhada para avaliação do Mapa e da Frente Parlamentar da Agropecuária”.

Durante a reunião, o coordenador-geral de Crédito Rural do Mapa, João Claudio Souza, apresentou um panorama do Plano Safra 2025/2026, e detalhou o processo de construção do próximo ciclo.

Já o chefe adjunto do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Uverlan Rodrigues Primo, abordou a Resolução 4.966, que trata da provisão de crédito. Em sua fala, pontuou as particularidades da norma e seus impactos ao crédito, especialmente em relação à alocação de capital pelas instituições financeiras e aos possíveis efeitos sobre a oferta de financiamento para o setor.

Ao final da reunião, Guilherme Rios também alertou os membros da Câmara e representantes do Ministério da Agricultura sobre a iminente entrada em vigor da exigência de utilização do Prodes no crédito rural, prevista para 1º de abril. Ele lembrou que a Modercred já havia atuado anteriormente para adiar a medida, tendo sido possível apenas sua prorrogação por alguns meses.

Rios reforçou a necessidade de suspensão da norma até que sejam disponibilizados mecanismos mais precisos e confiáveis ou que sejam estabelecidos procedimentos simplificados, sem custos adicionais, que permitam ao próprio produtor comprovar a regularidade ambiental de sua área.


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