O Pavilhão Internacional da Expodireto Cotrijal chega a esta edição consolidado como um espaço estratégico de negócios, refletindo a crescente qualificação das delegações que participam da feira. O que nos primeiros anos da feira era predominantemente agenda institucional evoluiu para encontros com alto nível decisório, reunindo ministros, investidores, importadores, universidades e empresas interessadas em tecnologias e parcerias no agronegócio.
O aumento da presença estrangeira – especialmente de países africanos, além de representantes da Europa e da Ásia – é outro aspecto que evidencia a importância da feira para as relações comerciais. Em 2026, os dois países mais populosos do mundo – Índia e China – ampliarão sua participação na Expodireto Cotrijal.
A Índia virá pela segunda vez à feira, buscando aproximação com o setor privado gaúcho, através do Governo do Estado de Maharashtra. Já a China participará com expositores, importadores e investidores que permanecerão após a feira para avaliar possíveis locais de investimento.
A África, continente que anualmente envia grande número de representantes, terá participação relevante de Nigéria, Gana, Namíbia, Zimbabwe, Camarões e Gabão, com forte interesse em tecnologia agropecuária.
O foco principal das discussões com países africanos será o tema “Food Security is Defense too”, ou seja, a segurança alimentar como elemento estratégico de desenvolvimento. Há grande interesse desses países em adquirir conhecimento e tecnologia em diversos segmentos do agronegócio, incluindo produção e genética bovina, suína e de frango; plantio de arroz, soja e milho; aquisição de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas; transferência tecnológica e intercâmbio com universidades gaúchas de agronomia e veterinária.
“Um diferencial importante deste ano é que alguns parceiros africanos já demonstram disponibilidade para investimentos conjuntos, o que eleva o nível das tratativas”, destaca o coordenador do Pavilhão Internacional, Matheus Prato da Silva.
Ele ressalta ainda que a feira tem atraído o interesse de estrangeiros porque é uma vitrine prática de soluções produtivas nas áreas de genética animal, produtividade agrícola, mecanização, inovação, pesquisa universitária e modelos de produção eficientes. “Para muitos países, especialmente os em desenvolvimento, o modelo gaúcho representa um exemplo replicável de segurança alimentar com aumento de produtividade”, explica.
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