A cultura do feijão, principal fonte de proteína vegetal da alimentação humana, tem demandado atenção na pesquisa agrícola. Especialmente pela importância socioeconômica e pela sensibilidade da cultura às temperaturas muito elevadas ou muito baixas durante o ciclo de cultivo. Esse tema foi debatido durante a 4ª edição do Campo Tecnológico de Verão, que ocorreu em Júlio de Castilhos, nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/2), no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (Cesem) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). A promoção foi em parceria com a Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc).
Segundo a pesquisadora do Cesem, Liege Camargo da Costa, no Rio Grande do Sul, a safra é realizada em duas épocas, fator que contribui diretamente para o desenvolvimento e o sucesso na produção de grãos. “O DDPA tem se destacado com o trabalho na pesquisa e no desenvolvimento de novas cultivares de feijão, adaptadas às condições de cultivo do Estado”, explicou. “O melhoramento é realizado no Centro de Pesquisa de Agricultura Familiar (Ceafa), em Maquiné, e o Cesem mantém uma linha de pesquisa em diferentes áreas de abrangência da cultura do feijão”, afirmou.
Por isso, de acordo com Liege, e para atender à demanda de produtores na região Central do Rio Grande do Sul, nesta edição do Campo Tecnológico, o Cesem apresentou uma estação de pesquisa que abordou o manejo da cultura com o uso de bioinsumos. “Mostramos diferentes épocas de plantio, visando mitigar os riscos presentes com as alterações climáticas durante o período de safra no Estado”, pontuou.
No local, foram vistas duas cultivares de feijão: Garapiá (carioca) e Triunfo (preto), semeadas em quatro épocas diferentes, sendo a última uma semeadura tardia (fevereiro), para acompanhamento da cultura anterior à semeadura dos cultivos de cobertura de inverno. “Também apresentamos dados de produção com diferentes manejos de bioinsumos”, acrescentou a pesquisadora.
Texto: Darlene Silveira
Fotos: Divulgação/Seapi
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