CCGL aumenta peso dos sólidos e muda pagamento pelo leite aos produtores

 

Créditos: CCGL

Programa passa a considerar 40% da remuneração vinculada à gordura e proteína; mudança entrou em vigor em agosto

A CCGL ampliou de 30% para 40% a participação dos sólidos na composição do pagamento pelo leite entregue pelos produtores. A mudança entrou em vigor em 1º de agosto de 2026 e aumenta o peso dos quilos de gordura e proteína na remuneração recebida pelos fornecedores.

A alteração faz parte do programa Mais Sólidos, Mais Valor, que busca ampliar a valorização da qualidade do leite e incentivar os produtores a melhorar os indicadores de composição do produto entregue à indústria.

Mais qualidade, maior peso na remuneração

Com a nova regra, a quantidade de sólidos passa a representar uma parcela ainda maior do valor recebido pelo produtor. Na prática, o pagamento deixa de estar concentrado apenas no volume de litros produzidos e passa a dar maior importância à composição do leite.

Gordura e proteína são componentes de grande relevância para a indústria de lácteos e, por isso, melhores resultados nesses indicadores podem proporcionar maior valorização dentro do sistema de pagamento.

A mudança também aumenta a importância do manejo realizado diariamente nas propriedades leiteiras.

Nutrição ganha ainda mais importância

A composição do leite é influenciada por uma série de fatores. Entre eles estão a nutrição do rebanho, qualidade dos alimentos, manejo, sanidade dos animais e condições de produção.

Com 40% da remuneração vinculada aos sólidos, esses fatores passam a ter ainda mais peso na estratégia de produção.

Para o produtor, o desafio é buscar equilíbrio entre volume, qualidade e eficiência, transformando a melhoria dos indicadores do rebanho em retorno econômico.

Modelo estimula eficiência no campo

A atualização do programa reforça uma tendência observada no setor: produzir mais litros não é o único caminho para aumentar a rentabilidade da atividade leiteira.

A valorização dos sólidos cria um incentivo adicional para investimentos em alimentação, genética, manejo e sanidade, desde que essas medidas resultem em melhores indicadores e sejam economicamente viáveis para cada propriedade.

O novo modelo coloca gordura e proteína ainda mais no centro da relação entre qualidade, eficiência e remuneração, aproximando a produção das necessidades da indústria e do mercado de derivados lácteos.

Para os produtores, a mudança representa uma oportunidade de transformar qualidade do leite em valor econômico, especialmente nas propriedades que já apresentam bons índices de sólidos.

Fonte: Cotrisoja e Cotrijuc

Cassiano Cortez — Correio Gaúcho

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