SEGURANÇA-Chimarrão ao volante pode virar alvo de radares com inteligência artificial nas rodovias federais

 

IMAGEM IA

Motoristas que costumam dirigir tomando chimarrão, mexendo no celular ou sem cinto de segurança poderão entrar na mira de uma nova tecnologia que começa a ser testada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas brasileiras. A novidade envolve câmeras inteligentes equipadas com inteligência artificial capazes de identificar infrações cometidas dentro dos veículos.

A iniciativa deve entrar em fase experimental nos próximos meses em rodovias federais. Segundo informações divulgadas por GZH, quatro empresas já se ofereceram para fornecer os equipamentos à PRF durante um período de testes de 180 dias. Os locais onde os radares serão instalados ainda não foram oficialmente divulgados.

A tecnologia promete ampliar significativamente o poder de fiscalização nas estradas. Os equipamentos conseguem detectar automaticamente situações como motoristas usando celular ao volante, sem o cinto de segurança ou dirigindo com apenas uma das mãos.

No Sul do país, um dos pontos que mais chamou atenção foi a possibilidade de os sistemas identificarem condutores tomando chimarrão enquanto dirigem. Apesar de o hábito tradicional gaúcho não estar diretamente proibido no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a prática pode gerar multa caso o agente entenda que o motorista está dirigindo sem a devida atenção ou comprometendo o controle do veículo.

A PRF afirma que o objetivo principal da medida é reduzir acidentes provocados por distrações no trânsito, consideradas atualmente uma das maiores causas de colisões em rodovias federais.

A fiscalização com inteligência artificial já vem sendo utilizada na BR-101, no Espírito Santo. Conforme dados divulgados pela própria PRF, apenas em um mês de operação foram registradas 433 infrações, sendo 390 relacionadas ao não uso do cinto de segurança e 42 por utilização de celular ao volante.

Segundo a corporação, todas as imagens captadas pelas câmeras passam por análise e validação humana antes da emissão das autuações, evitando erros no processo de fiscalização.

Especialistas em trânsito avaliam que a tecnologia representa uma nova fase da fiscalização eletrônica no Brasil, com sistemas cada vez mais automatizados e capazes de monitorar comportamentos de risco dentro dos veículos.

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Com informações de GZH e PRF
Cassiano Cortez | Correio Gaúcho

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