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Correio Gaúcho | Passo Fundo – RS
Publicado em 7 de março de 2026 15h08
Mesmo diante de desafios econômicos como juros elevados e limitações no seguro rural, o agronegócio brasileiro continua demonstrando força e capacidade de crescimento. A avaliação é de parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que destacam a resiliência do setor e sua importância estratégica para a economia nacional.
Segundo integrantes da bancada do agro no Congresso Nacional do Brasil, produtores rurais têm mantido investimentos e ampliado a produção mesmo com o aumento do custo do crédito. As taxas de juros mais altas impactam diretamente o financiamento da safra e a aquisição de insumos, máquinas e tecnologias no campo.
Outro ponto considerado crítico pelos parlamentares é a baixa cobertura do seguro rural no país. Atualmente, apenas uma parcela das lavouras brasileiras conta com proteção contra perdas causadas por eventos climáticos, como secas, geadas ou excesso de chuvas. Para a FPA, a ampliação desse mecanismo é essencial para garantir maior segurança ao produtor.
Apesar das dificuldades, o agronegócio segue apresentando resultados positivos e sustentando parte importante do crescimento econômico brasileiro. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor tem contribuído significativamente para o Produto Interno Bruto e para o desempenho das exportações do país.
Parlamentares da frente defendem que o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao campo, como o aumento de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, é fundamental para dar maior estabilidade ao setor. A medida permitiria ampliar o acesso dos produtores ao seguro, reduzindo riscos e incentivando novos investimentos.
Além disso, a bancada ruralista também defende condições de crédito mais competitivas e previsibilidade nas políticas agrícolas, fatores considerados essenciais para manter o ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro.
Mesmo em um cenário de desafios econômicos e climáticos, parlamentares avaliam que a eficiência produtiva, o avanço tecnológico no campo e a forte demanda internacional por alimentos seguem impulsionando o setor, que permanece como um dos pilares da economia do Brasil.

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